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Multicloud é estratégica para CenturyLink, ex-Level 3, avançar no Brasil

Convergência Digital
Ana Paula Lobo - 18/04/2018

"Ainda temos muito para avançar no Brasil. Hoje estamos com 3% do mercado nacional, estamos no top 10, mas queremos mais", afirmou o presidente da CenturyLink, ex-Level 3, Marcos Malfatti, em encontro com a imprensa nesta terça-feira, 18/04, na capital paulista. Em 2017, a Level 3 superou a marca de R$ 1 bilhão de faturamento, o que representa 1,2% do faturamento global da companhia.

Como não há sobreposição entre CenturyLink e Level 3, uma vez que a empresa norte-americana não tinha atuação direta na América Latina, a incorporação dos serviços existentes é mais transparente. De acordo com executivos da CenturyLink, atualmente, 70% do tráfego IP passam pelo backbone global da companhia.

"A Level 3 não investia muito em serviços de datacenter. A CenturyLink tem muitos produtos. Nos EUA, ela fica atrás apenas da AT&T. Estamos trazendo todo o portfólio de computação em nuvem, de gestão e governança de cloud para nossos clientes", explicou Eduardo Freitas, diretor de dados da CenturyLink. Neste momento, observou ainda Fernando Zangrande, diretor de serviços de cloud, há pilotos na América Latina. No Brasil, esses testes começam no segundo semestre.

"Multicloud é o sonho das empresas. Ela permite a integração da nuvem privada com a nuvem pública", reforça. Hoje a CenturyLink tem parceria com a Amazon Web Services e com a Microsoft Azzure na integração de serviços privados e públicos de nuvem. A aquisição da Level 3 pela CenturyLink por US$ 34 bilhões, concluída em novembro de 2017, foi o primeiro passo da provedora norte-americana para atuar fora dos Estados Unidos.

No seu país-sede, a empresa atua na oferta de serviços diretos aos consumidores, mas não há a intenção de expandir essas ofertas para a América Latina. "Não há planos de atuar direto ao consumidor no Brasil ou na América Latina. Nosso mercado é o corporativo, o governamental e sempre o será", decretou o presidente da CenturyLink no Brasil, Marcos Malfatti, que passa por mais uma nova integração- ele está na companhia desde que a Impsat foi comprada pela Global Crossing, em 2006, depois adquirida pela Level 3.







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