SEGURANÇA

Duas em cada três empresas querem Inteligência Artificial para evitar ataques hackers

Convergência Digital ... 18/07/2019 ... Convergência Digital

As empresas estão aumentando o ritmo do investimento em sistemas de Inteligência Artificial para se defender da próxima geração de ataques cibernéticos, revela um novo estudo do Capgemini Research Institute. Pouco mais de dois terços (69%) das organizações reconhecem que não serão capazes de responder as ameaças críticas sem Inteligência Artificial. Com o aumento no número de dispositivos de usuários finais, redes e interfaces de usuário, como resultado dos avanços nas tecnologias de nuvem, IoT (Internet das Coisas, em tradução), 5G e interfaces de conversação, as organizações enfrentam uma necessidade urgente de aumentar e melhorar continuamente sua segurança cibernética.

O estudo "Reinventing Cybersecurity with Artificial Intelligence: The New Frontier in Digital Security"  (em tradução livre, "Reinventando a Segurança Cibernética com Inteligência Artificial: A Nova Fronteira em Segurança Digital") constatou:

A segurança cibernética com inteligência artificial é agora um imperativo: mais da metade (56%) dos executivos diz que seus analistas de segurança cibernética estão sobrecarregados com a vasta gama de pontos de dados que precisam monitorar para detectar e evitar invasões. Além disso, o tipo de ataques cibernéticos que exigem intervenção imediata ou que não podem ser remediados com rapidez suficiente por analistas cibernéticos aumentou notavelmente, como em:

ataques cibernéticos que afetam aplicações sensíveis ao tempo (42% disseram que haviam subido, em média, 16%).

ataques automatizados, com velocidade de máquina, que sofrem mutação em um ritmo que não pode ser neutralizado por meio de sistemas tradicionais de resposta (43% relataram um aumento, em uma média de 15%).

Diante dessas novas ameaças, uma ampla maioria de empresas (69%) acredita que não será capaz de responder aos ataques cibernéticos sem o uso de Inteligência Artificial, enquanto 61% dizem que precisam de IA para identificar ameaças críticas. Um em cada cinco executivos (20%) possui experiência com uma falha de segurança cibernética em 2018, e 20% dos problemas custaram à organização mais de US$ 50 milhões.

Os executivos estão acelerando o investimento em IA na cibersegurança: com uma ampla maioria deles aceitando que a Inteligência Artificial é fundamental para o futuro da segurança cibernética:

• 64% disseram que reduziram o custo de detecção de violações e nas respostas a elas – em média 12%.

• 74% disseram que a tecnologia permite um tempo de resposta mais rápido: reduzindo o tempo necessário para detectar ameaças, remediar violações e implementar correções em 12%.

• 69% também disseram que a IA melhora a precisão da detecção de violações, enquanto 60% afirmaram que ela aumentou a eficiência dos analistas de segurança cibernética, reduzindo o tempo gasto na análise de falsos positivos e melhorando a produtividade.

Assim, quase metade (48%) revelou que os orçamentos para segurança cibernética aumentarão no ano fiscal de 2020 em quase um terço (29%). Em termos de implementação, 73% estão testando projetos de IA em segurança cibernética. Se apenas uma em cada cinco organizações (20%) já usou a tecnologia antes de 2019, a adoção está prestes a disparar: quase duas em cada três (63%) organizações planejam implementar a Inteligência Artificial até 2020 para reforçar suas defesas.

O levantamento mostra, porém, que existem barreiras significativas para implementar a IA em escala. O desafio número um para implementar a tecnologia em segurança cibernética é a falta de compreensão de como escalar os "casos de uso" da prova de conceito para a implementação em larga escala, e 69% dos entrevistados admitiram que lutaram nessa área.

O estudo "Reinventing Cybersecurity with Artificial Intelligence: The New Frontier in Digital Security"  (em tradução livre, "Reinventando a Segurança Cibernética com Inteligência Artificial: A Nova Fronteira em Segurança Digital") entrevistou 850 executivos de TI de nível sênior em segurança de informações de TI, segurança cibernética e operações de TI em 10 países e sete setores de negócios e conduziu entrevistas detalhadas com especialistas do setor, startups de segurança cibernética e acadêmicos. Cliaque aqui e veja o estudo.

 


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