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Mobile Banking supera o Internet Banking e responde por 1/3 das transações bancárias

Ana Paula Lobo - 10/05/2017

O Mobile banking está consolidado como o canal preferido dos brasileiros para o relacionamento com os bancos, de acordo com a Pesquisa de Tecnologia Bancária 2017, com dados de 2016. De acordo com o estudo, o canal foi responsável por 21,9 bilhões das transações bancárias realizadas no ano passado - um crescimento de 96% em relação a 2015. O mobile, na prática, respondeu por 34% do total das operações, um aumento de 14 pontos percentuais.

O levantamento, divulgado nesta quarta-feira, 10/05, em São Paulo, apura que, ao se levar em conta apenas as transações com movimentação financeira, o salto foi ainda mais representativo: 140%, passando de 500 milhões, em 2015, para 1,2 bilhão. Em termos de evolução histórica, o volume quadruplicou nos últimos três anos.

"O correntista passou a confiar, de fato, no aplicativo para efetuar suas transações. Até então, havia muita consulta e pouca movimentação financeira. Agora cresceu de verdade e a tendência é que cresça mais. Hoje é mais fácil pagar um boleto no aplicativo do que no internet Banking", observa o diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN, Gustavo Fosse.

Os três tipos de transações realizadas no mobile banking foram: transferências bancárias (DOCs e TEDs), pagamentos de contas e consultas de saldo. Nesse contexto, chama a atenção o primeiro item, que registrou um crescimento de 741% em termos de transações realizadas, numa comaração com 2015. Hoje há 42 milhões de contas ativas no mobile banking, um salto de 27% em relação a 2015. O estudo revela ainda que há, hoje, 9,5 milhões de clientes considerados heavy users no mobile banking, ou seja, realizam mais de 80% de suas operações por esse canal.

A expansão do mobile banking atingiu o Internet Banking. A modalidade caiu em todos os itens da pequisa da Febraban. Se em 2015 foram realizadas 14 bilhões de transações no canal sem movimentação financeira e 3,7 bilhões com movimentação financeira, em 2016, esse montante caiu para 11,6 bilhões e 3,2 bilhões. "É claro que o correntista pessoa física está preferindo o mobile. O internet banking está ficando para operações mais complexas e que podem ser feitas sem uma ida à agência ou a um ATM", pondera Gustavo Fosse.

Investimentos

Em 2016, os investimentos e despesas feitos pelo setor financeiro em tecnologia da informação mantiveram os mesmos níveis do governo, que historicamente sempre foi o mercado que mais investiu nesse segmento, atingindo o percentual de 14% - um ponto percentual acima da média mundial.

De acordo com a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2017, os investimentos e as despesas em TI somaram R$ 18,6 bilhões. Desse total, 45% destinaram-se ao desenvolvimento de software, 35% ao hardware, 19% Telecom e 1% a outras tecnologias – mesma tendência apontada nos estudos anteriores.

Avaliando os investimentos e despesas relacionadas à implantação de novas tecnologias, computação cognitiva e analytics despontaram como as que mais demandaram capital em 2016, sendo responsáveis por 24% e 47% do total, respectivamente. Isso demonstra uma tendência, cada vez maior, entre os bancos, de entender o perfil dos seus clientes para melhor atendê-los.

Segundo as instituições financeiras entrevistadas, as três principais prioridades para o mobile banking serão as melhorias das transações com movimentação financeira (77%), possibilitar que o cliente consiga customizar a exibição dos serviços (54%) e realizar melhorias relacionadas à acessibilidade (46%). Já no caso do internet banking, os focos serão as customizações pelo cliente (62%), as melhorias relacionadas à acessibilidade (54%) e proporcionar uma integração multicanal (46%).

Pontos físicos

No final de 2016, havia em todo o País 23,4 mil agências físicas, praticamente o mesmo nível do ano anterior – os dados foram obtidos no Banco Central e ainda não refletem reduções do número de agências. De acordo com Gustavo Fosse, o canal passa por um momento importante de readequação e redefinição de papel, adotando cada vez mais um modelo consultivo. Essa mudança exige, também, um novo perfil e habilidades de seus funcionários, que precisam estar preparados para atender as novas necessidades e questionamentos trazidos pelos clientes.

Outros pontos físicos, como PABs (postos de atendimento bancário) e PAEs (postos de atendimento eletrônico) registraram alta de 6% e atingiram um total de 48,5 mil. A região Sul foi a que apresentou o maior crescimento, passando de uma participação de 18% em 2015, para 21% em 2016. "A região Sul foi a que apresentou o menor número de fechamento de estabelecimentos no ano passado e isso pode ter contribuído para o aumento do número de PABs e PAEs registrado no período", comenta o executivo.

A pesquisa e metodologia adotada

Realizada há 25 anos pela FEBRABAN, em 2017, a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária foi desenvolvida em parceria com a Deloitte e contou com a participação de 17 bancos, que representam 91% dos ativos dessa indústria no País. O estudo foi feito com a aplicação de questionário online junto às instituições financeiras, entrevistas com especialistas, consolidação de dados públicos e também com pesquisas internacionais da Deloitte para ampliar e aprofundar a análise dos dados.

Para conferir a apresentação completa da pesquisa, clique aqui. O relatório completo será lançado por ocasião do Ciab FEBRABAN 2017, que acontecerá entre os dias 06 e 08 de junho, em São Paulo.

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