Home - Convergência Digital

Acesso patrocinado abre novas receitas para teles

Luís Osvaldo Grossmann - 03/10/2018

Ao participar nesta quarta, 3/10, do seminário sobre ecossistemas digitais promovido pela Anatel, a diretora para a América Latina da Datami, empresa americana que intermedia acordos entre marcas e operadoras móveis, Mariana Oliveira, defendeu negócios de acesso patrocinado à internet como um segmento importante para novas formas de remuneração ao mercado de telecomunicações.

“Para a operadora é uma receita que ela não tinha antes, que vem do marketing da Unilever, do Santander, e isso é muito bom. É um novo orçamento. E ao mesmo tempo aumenta o engajamento da marca e aumenta a performance”, afirmou.

A Datami foi criada em 2013 nos EUA e chegou em 2016 no Brasil. Segundo a diretora para a América Latina, já conta com cerca de 30 empresas como Santander, Natura, Avon e Mercado Livre que usam a solução tecnológica da empresa ameriucana para o acesso patrocinado a sites na web – ou seja, sem desconto de dados na franquia dos usuários – em acordos com as operadoras móveis que atuam no Brasil.

“A navegação patrocinada é importante porque grande parte da população ainda tem pacotes pré-pagos. Cerca de 60% do mercado é pre-pago e outros 18% são planos controle. Ou seja, as pessoas não têm recursos para navegar o tempo inteiro. A demanda por dados é muito maior que a oferta existente. Então o dado patrocinado entra para cobrir essa lacuna”, defendeu a executiva no seminário da Anatel.

“Os bancos são um ótimo exemplo. O Bradesco foi o primeiro banco do mundo a usar dados patrocinados há quatro anos. É um acordo em que as operadoras vendem performance para o banco. O banco quer tirar esse usuário da agência bancaria, do call center, que têm custos maiores, para canais mais baratos e que também são mais convenientes para o usuário. As novas gerações não querem mais ir ao banco”, completou.

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

24/06/2020
Governo revoga compartilhamento de dados entre Serpro e Abin

19/06/2020
STF vai julgar acordo de compartilhamento de dados entre Serpro e ABIN

08/06/2020
Justiça mantém uso de celulares para monitoramento da Covid-19 em São Paulo

04/06/2020
Dataprev contrata SAS para montar time antifraude no Auxílio Emergencial

03/06/2020
Quatro em 10 brasileiros compartilham dados para obter benefícios e descontos

28/05/2020
TCU cobra acesso aos bancos de dados da Receita Federal

22/05/2020
TST adota aplicativos de mensagens para conciliar patrões e empregados

19/05/2020
CGI.br reforça pedido por cautela no uso dos dados na prevenção à Covid-19

18/05/2020
MPF quer que STF autorize acesso a dados de celular sem ordem judicial

14/05/2020
LGPD faz falta para cuidar da privacidade no uso de dados na Covid-19

Destaques
Destaques

Oi Móvel terá um 'único' dono e Oi não se exclui do jogo do 5G

O CEO da Oi, Rodrigo Abreu, descartou a possibilidade de vender a Oi Móvel 'fatiada' para atender aos interessados: Vivo/TIM e Claro. "Sem chance. O ativo será vendido todo", disse. Sobre o 5G, diz que dependendo do modelo de venda, a Oi entra pensando em B2B, IoT e até para ser MVNO.

Regulamentação de IoT passa por tratar a coleta e a proteção dos dados

De acordo com a KPMG, será preciso ainda cuidar da avaliação de riscos, governança, gestão da configuração e gestão da cadeia de suprimentos.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV
Veja mais artigos
Veja mais artigos

Uma escolha de Sofia no leilão de 5G

Por Juarez Quadros do Nascimento*

Em um país democrático, como o Brasil, sem análise estratégica, não daria para arriscar em dispor, comercial e tecnologicamente, de “uma cortina de ferro ou uma grande muralha” para restringir fornecedores no mercado de telecomunicações.


Copyright © 2005-2020 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site