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Mulheres programadoras de TI ganham mais do que os homens no Paraná

Convergência Digital* - 19/08/2019

Realizado pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-PR), em parceria com o Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), um estudo analisou o período de 2007 a 2017 e verificou que, no Paraná, a taxa de crescimento de mulheres empregadas em Serviços de TI (48%) superou em onze pontos percentuais a taxa do Total da Economia do Estado (37%). O estudo foi detalhado no My Inova Summit 2019, realilzado nos dias 21 e 22 de agosto, em Curitiba, com organização da Assespro Paraná e da Federação Assespro.

O Paraná também lidera o ranking dos estados com os mais altos salários das mulheres do setor, que chegam a ser em média 102% superiores aos pagos aos homens (R$5.688,00 dos homens contra R$5.784,00 das mulheres). Logo depois vem o Rio Grande do Sul, com 101% (R$5.857,00XR$5.896,00), seguido de Minas Gerais com 94% (R$5.267,00XR$4.969,00) e São Paulo com 91% (R$7.270,00 X R$6.628,00).

Essa proporção de altos salários das paranaenses de TI deve-se, sobretudo, ao diferencial dos salários na categoria de Técnicos em Programação na qual as mulheres recebem, em média, salários 10% maiores do que os dos homens. Contudo, no caso da categoria hierárquica mais elevada (Diretores de Serviços de Informática) esse diferencial é bastante significativo no Paraná onde as mulheres recebem, em média, salários 70% inferiores aos dos homens.

Ainda segundo o estudo, a maioria das mulheres contratadas em nível nacional está na ocupação de Professores do Ensino Superior (40%). Já as ocupações de Engenheiros em Computação e de Diretores de Serviços de Informática apresentam as menores participações de mulheres, com 12% e 14%, respectivamente, do pessoal ocupado.

Apesar do aumento absoluto de mulheres empregadas em Serviços de TI, no Brasil, de 97 para 107 mil, esta expansão apresentou um ritmo seis vezes menor ao do incremento do emprego masculino, que passou de 248 para 421 mil, no período 2007-2017. No Paraná, esse diferencial foi menos intenso, cerca de duas vezes maior para o gênero masculino. Tais movimentações resultaram em uma redução da participação relativa das mulheres no mercado de trabalho de Serviços de TI, tanto no Brasil (de 28 para 20%) quanto no Paraná (de 22% para 18%).


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