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Data centers tradicionais perdem vez no mercado brasileiro

Convergência Digital
Da redação - 28/11/2018

Pesquisa global mostra que as empresas brasileiras pretendem diminuir em cerca de 2,5 vezes o seu uso de data centers tradicionais, além de diminuir a utilização de nuvem privada em cerca de 1,5 vezes nos próximos dois anos. O estudo foi produzido pela Nutanix, especializada em computação em nuvem corporativa. Ao mesmo tempo, o planejamento mostra aumento no uso de nuvens híbridas, com execução de mais workloads locais do que em qualquer outra localização. Organizações locais aumentarão ligeiramente o uso de nuvens públicas únicas e o uso de multicloud durante o mesmo período, passando de 18% em 2018 a 27% até o final de 2020.

Em relação aos data centers tradicionais, o Brasil tem mostrado padrão moderado de execução. Hoje as empresas concentram mais workloads em data centers tradicionais e nuvens privadas, com 46% da distribuição, em relação às médias das empresas globais e das Américas, ambas com 41%. Mas, ainda existe um caminho a percorrer em relação à adoção de nuvem híbrida, com 18% do total (contra 22% nas Americas) e ao uso de serviços de nuvem pública (11% no Brasil, contra 14% das empresas globais).

Sobre a transferência de workloads para ambientes em nuvem nos próximos 12 a 24 meses, o Brasil deve seguir a tendência mundial de expansão e crescimento, apesar de ainda ficar atrás do restante do mundo na adoção da nuvem híbrida. O percentual brasileiro será de 27%, enquanto os dados nas Américas e global chegarão a 39% e 41%, respectivamente.

"À medida que as empresas exigem maior mobilidade e operacionalidade de aplicações, elas estão escolhendo cada vez mais a infraestrutura de nuvem híbrida No entanto, os resultados deste estudo revelam uma lacuna importante no mercado: as organizações precisam de talentos de TI para gerenciar seus modelos de nuvem híbrida, especialmente nos próximos 12 a 24 meses," disse Ben Gibson, diretor de marketing da Nutanix.

Embora empresas por todo o mundo tenham relatado que extrapolaram seus orçamentos com gastos de serviços em nuvem pública, o Brasil não segue o mesmo ritmo. As implantações de serviços de nuvem pública excederam 36% dos orçamentos de TI em nível global e 30% na região das Américas. No entanto, apenas 22% das empresas brasileiras informaram ultrapassar seus orçamentos de nuvem pública.

Em termos de quão bem as nuvens públicas atenderam às expectativas das empresas, no Brasil, 57% dos entrevistados disseram que todas as suas necessidades estavam sendo atendidas pelos serviços de nuvem pública, índice bem acima da média global de 42% e Américas com 53,5%. Apenas os EUA, com 60%, tem níveis de satisfação superiores aos do Brasil. A segurança e a conformidade de dados é o item com maior benefício dentro da nuvem pública para empresas globais e nas Américas, mas não para o Brasil. Este item obteve apenas 25% na pesquisa brasileira, ficando no lugar atrás do menor TCO, o maior benefício listado pelos brasileiros com 27%.


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