Home - Convergência Digital

Futuro do trabalho: reinventar o RH custará muitos erros

Convergência Digital - Carreira
Convergência Digital* - 20/02/2019

As relações de trabalho estão se transformando em ritmo acelerado, e não é para menos, já que graças à revolução digital as empresas estão se reinventando. As mudanças estão exigindo que o departamento de Recursos Humanos se torne ainda mais estratégico. Ser a ponte de intersecção que une empresas e pessoas ainda é a principal tarefa dessa área, mas está longe de ser o seu único desafio, observa o headhnter na Trend Recruitment, Felippe Virardi.

Ele lembra que o RH nasceu dentro das organizações em um contexto de mundo muito diferente. Antes, o relacionamento entre empresa e colaboradores era mais simples: a empresa pedia que seus funcionários entregassem tempo, energia e trabalho em troca de dinheiro e estabilidade.

"Hoje, essa interação se tornou muito mais complexa. As pessoas desejam construir carreiras com experiências de vida, querem trabalhar com propósito. Muitas vezes, a felicidade, a qualidade de vida e a realização enquanto indivíduo pesa mais do que o pacote salário/benefícios. Já as empresas exigem muito mais do que tempo. Elas querem funcionários comprometidos com o negócio, mindset empreendedor e preparado para a inovação", diz Virardi.

No novo cenário, o RH além de suas funções diárias que envolvem folha de pagamento, gestão de benefícios, recrutamento e seleção, retenção de talentos, treinamento e cultura empresarial, ainda precisa balancear as expectativas entre o crescimento do negócio e a realização das pessoas. O headhunter salienta que os profissionais de RH devem se debruçar na tarefa de criar indicadores capazes de quantificar e traduzir a complexidade dos seres humanos. O exercício deve ser literalmente tangilbilizar o intangível.

Outro desafio, menos urgente, mas tão importante quanto, é entender qual o papel das pessoas no futuro do trabalho. "Como será empregada nossa força de trabalho daqui há alguns anos, quando a inteligência artificial e a capacidade técnica das máquinas se equipararem ao trabalho que nós, humanos, entregamos? Parece impossível prever o que vai acontecer, mas é um exercício que precisamos fazer", sinaliza Vicardi.

Para o especialista, reinventar o RH é uma tarefa que vai demandar alguns anos, muito debate, inúmeras tentativas, vários erros, protótipos e sugestões. "Mas, mesmo parecendo um horizonte distante, quanto antes começarmos a caminhar, mais rápido e preparados para essas mudanças nós estaremos", completao headhnter na Trend Recruitment.

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

13/06/2019
Senai faz acordo com AWS para ensinar tecnologia a 2,5 milhões de alunos

10/06/2019
Plataforma gratuita CODE-IoT da Samsung qualifica mais de 50 mil pessoas no Brasil

16/05/2019
Assespro é contra a regulamentação da profissão de TICs

10/05/2019
Startup de Curitiba cria plataforma gratuita com mais de 77 cursos diferentes

06/05/2019
Quem são os novos CIOs, CDOs e CTOs na TI brasileira?

02/05/2019
São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul lideram a busca por profissionais de TI

18/04/2019
Ciência na Escola terá R$ 100 milhões para formar cientistas

12/04/2019
O profissional do futuro de TI é alguém que ninguém conhece

09/04/2019
TICs podem formar 1 milhão a cada quatro anos com recursos já existentes

01/04/2019
Inteligência emocional faz a diferença na escolha do profissional de TIC

Veja mais artigos
Veja mais artigos

O futuro do trabalho colocado à prova

Por Luiz Camargo*

Novas profissões exigem também novas habilidades para acompanhar a revolução digital. Os novos empregos certamente irão demandar habilidades analíticas, matemáticas e digitais, com um toque de neurociência.

Destaques
Destaques

Falta de mão de obra qualificada espanta investidores no Brasil

Mais de 50% dos jovens brasileiros podem ficar fora do mercado de trabalho por falta de qualificação e de habilidades digitais. A advertência foi feita por especialistas que debateram sobre educação e capacitação digital no Painel Telebrasil 2019.

Assespro é contra a regulamentação da profissão de TICs

Entidade das empresas de TI se posiciona contrária ao PLS 317/17. que passa a exigir diploma de profissões como Analista de Sistemas, desenvolvedor, engenheiro de sistemas, analistas de redes, administrador de banco de ados, suporte e profissões correlatas.

Mais de meio milhão de brasileiros trabalham com TICs

Raio-X do mercado de trabalho nos últimos 10 anos, feito pela Softex, mostra que o salário médio de R$ 6 mil.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Copyright © 2005-2015 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site