Home - Convergência Digital

Celular é o meio mais usado para as transações bancárias

Por Roberta Prescott* - 03/05/2018

O aumento da utilização do banco por meio de aparelhos celulares puxou o crescimento de 10% no número de transações bancárias em 2017, saindo de um total de 65,4 bilhões em 2016 para 71,8 bilhões no ano passado. De acordo com a pesquisa Febraban de tecnologia bancária, divulgada nesta quinta-feira (03/05), o mobile banking saltou de 18,6 bilhões de transações em 2016 para 25,6 bilhões, enquanto as feita pela internet foram 15,5 bilhões em 2016 e 15,8 bilhões em 2017.

Somadas, as transações pelos canais digitais tiveram crescimento de 30%, enquanto os canais tradicionais tiveram queda, e hoje representam 58% do total de transações bancárias no País."O crescimento foi basicamente puxado pelo mobile, devido a alguns fatores como os bancos disponibilizando mais operações pelo celular, os clientes gostando e usando mais e a jornada boa, a facilidade de uso, faz com que você acesse mais vezes o banco pelo celular", explicou Gustavo Fosse, diretor-setorial de tecnologia e automação bancária da Febraban.

O banco pelo celular já representa pouco mais de um terço (35%) das transações bancárias, à frente da internet (22%), ATMs (14%) e PoS (13%). Outro dado que comprova que o celular virou o meio preferido para interação com o banco é o número de transações com movimentação bancária, que teve aumento de 70%. Em 2017, foi 1,7 bilhão de transações com movimentação contra 1 bilhão de 2016 — a maior parte das interações (23,9 bilhões) ainda é para fazer consultas, por exemplo, de salto. Fosse assinala que entre os dois anos muitos bancos passaram a oferecer soluções de crédito pelo celular, o que contribui para o incremento.

No entanto, os canais tradicionais (agências, ATMs, correspondentes e contact center) ainda são os principais para a realização de transações com movimentação financeira: somados, os meios tradicionais fizeram 10,8 bilhões de transações, contra 9,4 bilhões em PoS e 5,3 bilhões nos canais digitais. Uma análise em perspectiva, levando-se em conta os últimos anos, observa-se uma leve queda nos meios tradicionais e aumento tanto nos canais digitais quanto nos PoS.

Já nas transações sem movimentação financeira, os canais digitais lideram. Pela facilidade em consultar saldos, extratos, cotar financiamentos e outros, o acesso pelo celular ou internet representam 78% do total. Ao comentar os resultados da pesquisa, Fosse assinalou que o maior uso do celular e da internet refletem uma importante mudança de comportamento do cliente, que tem dado preferência a sacar menos e fazer mais transferências ou optar pelo cartão.

"Há uma busca pela conveniência", disse, mostrando o crescimento de 85% no pagamento de contas pelo celular e de 25% pela internet; e aumento de 45% no número de transferências (DOC/TED) usando o canal móvel. A pesquisa também mostrou que as contas 100% mobile banking somavam 1,6 milhão em 2017, mais que o dobro dos 591 mil de 2016.

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

27/05/2020
90% dos acessos a bancos online são pelo celular

22/05/2020
Banco Central: os cartões de crédito e débito vão morrer no pós-Covid-19

26/03/2020
TIM fecha parceria com o C6 Bank para ofertar serviços financeiros

19/07/2019
BB adota protocolo 3DS 2.0 para transação de débito no celular

08/07/2019
Smartphone vira banco para os jovens no Brasil

01/04/2019
Samsung e Vivo lançam nova forma de pagamento de aplicativos

27/07/2018
Banco do Brasil permite envio de dinheiro via app para o exterior

05/07/2018
Caixa inicia uso do assistente de voz do Google em serviços

25/06/2018
Quem não quer a Lei de Dados Pessoais é quem usa os dados de forma errada

25/06/2018
Smartphones abrem novo ciclo de bancarização no Brasil

Destaques
Destaques

Covid-19 fez smartphone virar agência bancária com 41% das transações financeiras

As transações bancárias feitas por pessoas físicas pelos canais digitais foram responsáveis por 74% do total de operações analisadas em abril, revela a Febraban.

Oi Móvel terá um 'único' dono e Oi não se exclui do jogo do 5G

O CEO da Oi, Rodrigo Abreu, descartou a possibilidade de vender a Oi Móvel 'fatiada' para atender aos interessados: Vivo/TIM e Claro. "Sem chance. O ativo será vendido todo", disse. Sobre o 5G, diz que dependendo do modelo de venda, a Oi entra pensando em B2B, IoT e até para ser MVNO.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV
Veja mais artigos
Veja mais artigos

Uma escolha de Sofia no leilão de 5G

Por Juarez Quadros do Nascimento*

Em um país democrático, como o Brasil, sem análise estratégica, não daria para arriscar em dispor, comercial e tecnologicamente, de “uma cortina de ferro ou uma grande muralha” para restringir fornecedores no mercado de telecomunicações.


Copyright © 2005-2020 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site