TELECOM

Governo do Brasil precisa enxergar o 5G como investimento estratégico

Ana Paula Lobo e Rodrigo dos Santos* ... 26/03/2019 ... Convergência Digital

O 5G não vai mudar o mundo da noite para o dia, mas o novo salto tecnológico abre um universo de novas possibilidades, com impacto direto na geração de empregos e de renda, sustenta o vice-presidente e chefe de tecnologia, mídia e telecom para as Americas da consultoria Deloitte, Craig Wigginton. O executivo participou nesta terça-feira, 26/03, do Deloitte.ITC - Industry Transformation Cycle, realizado em São Paulo.

“O 5G poderá viabilizar coisas que não foram implementadas antes. Falamos de internet das coisas há muito tempo. É possível implementar IoT com 4G, mas dependendo dos elementos de conexão, dos ecossistemas envolvidos, o 5G será crucial para termos IoT de verdade. Caso dos carros autônomos, das tecnologias automatizadas em saúde, aplicações que exigem baixa latência. Você não vai querer latência em cirurgias remotas ou em carros autônomos”, afirma.

Em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, o especialista assegura que haverá ganhos para os países que venham a adotar rapidamente o 5G. “Quanto mais rápido os países adotarem, melhor. Pelo mundo vemos diferentes níveis, diferentes ritmos do 4G para o 5G, ou mesmo do 3G. Para o Brasil, em particular, é uma boa oportunidade para alavancar essa nova tecnologia. Mesmo com o 4G ainda em implementação, adotar rapidamente o 5G em pelo menos áreas populosas é certamente um adicional. Porque ajuda com eficiência de espectro, eficiência de rede.”

Por esse raciocínio, é importante que os governos nacionais entendam que a implantação dessas novas redes são investimentos e não custos a serem contabilizados. “Governos devem pensar amplamente. 5G é um investimento estratégico, não um custo. Hoje é custo, mas é um investimento no futuro, com impacto no PIB, nos empregos. Há muito valor em jogo no desenvolvimento de um novo plano para a banda larga.” Assistam a entrevista exclusiva com o vice- presidente da consultoria e chefe de tecnologia, mídia e telecom para as Americas da Deloitte, Craig Wigginton.


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