TELECOM

Teles pressionam pela criação da “taxa Google”

Luís Osvaldo Grossmann* ... 29/02/2012 ... Convergência Digital

“Pessoas do mesmo ofício raramente se encontram, mesmo que em alegria ou diversão, mas se tiver lugar, a conversa acaba em conspiração contra o público, ou em qualquer artifício para fazer subir os preços”, afirmava Adam Smith.

E no setor de Telecom isso não seria diferente. Reunidos em Barcelona para mais uma edição do Mobile World Congress, a principal reunião das operadoras de telecomunicações, os executivos da área voltaram a defender que os grandes provedores de conteúdo na Internet participem do financiamento das redes. É a abertura da temporada anual pela criação do que poderia ser chamado de “taxa Google”.

“Quando alguém assiste YouTube em um celular e termina com uma conta enorme, ele xinga as operadoras de telecom. Mas o YouTube consome uma grande quantidade dos recursos de nossas redes. Alguém tem que pagar por isso”, resumiu o presidente da Airtel, da Índia, Sunil Bharti Mittal.

Quem pagaria? Para Mittal, um recurso seria o pagamento de uma espécie de tarifa de interconexão, semelhante ao que existe nas chamdas entre clientes de diferentes operadoras. “Se vamos construir as rodovias, deve existir uma taxa pelo uso delas”, completou o executivo.

O tema é recorrente por conta da sempre crescente demanda dos consumidores por maiores volumes de dados e velocidades nas conexões. O objetivo assumido é garantir “uma fatia maior daquilo que agora vai para companhias como Apple e Google”.

A premissa é discutível – não seria o uso dos serviços dessas empresas o que levaria consumidores a pagarem por uma assinatura de conexão? – e a conta final deve mesmo sobrar para os clientes. Tanto que outra linha defendida é a cobrança proporcional ao uso das redes.

“Nós mimamos os clientes. Damos as coisas muito facilmente”, disse o presidente da operadora russa VimpelCom, Jo Lunder, ao defender que os usuários de equipamentos móveis paguem mais. O presidente da Telefónica, Santiago Fernandez Valbuena, fez coro ao sustentar que as empresas são muito generosas.

“O desafio é fazer os consumidores entenderem que se querem alta qualidade, altas velocidades, devem pagar mais. Temos que focar em quanto volume está sendo usado, educar [os clientes] para que eles não usem demais. Veremos planos de tarifas relacionados a velocidades e volumes”, afirmou Lunder.

E se o Google é o grande alvo, Eric Schmidt, presidente da empresa, também foi um astro no palco do Mobile World Congress. Na sua apresentação - como keynote - o executivo garantiu que todas as tentativas para controlar a rede com regulações, em alusão aos textos como a lei SOPA, "vão fracassar" porque "a internet e a tecnologia vão encontrar seus caminhos".

Sobre a explosão de dados, Schmidt também foi taxativo. "Se hoje já há um grande consumo, imagina quando os 5 bilhões de pessoas que estão fora da rede entrarem". E numa estocada nas teles, o presidente do Google, apesar de prometer smartphones com custo abaixo de US$ 100, ressaltou que "os celulares inteligentes são parte da solução, mas não resolvem todo problema. Ainda faltam infraestruturas para tornar a conexão mais viável", referindo-se claramente aos chamados países emergentes, entre eles, o Brasil.

*Com informações da Cnet


Internet Móvel 3G 4G
Aumento de 44% nos ataques aos smartphones no Brasil

DFNDER Lab, da PSafe, diz que de julho a setembro, os ataques malware chegaram a 5,58 milhões. Links maliciosos passaram dos 100 milhões no ambiente móvel.

Recuperação judicial: Oi mantém proposta de parcelar dívida com Anatel em até 20 anos

Operadora também prevê negociação para a conversão de multas em investimentos (TACs). A agência reguladora é, hoje, a maior credora da tele com dívida, orçada pela Oi, em R$ 10 bilhões. E pela Anatel em R$ 13 bilhões. Nova versão do plano de recuperação judicial foi apresentada à Justiça. Assembleia de credores está marcada para o dia 23 de outubro.

Só um em cada três clientes recomendaria a sua operadora na América Latina

Em ranking das melhores empresas em seis países da região, realizado pela Everis, Brasil aparece na décima colocação. Resolução rápida dos problemas segue sendo a maior reivindicação dos usuários de serviços.

STF devolve projeto da nova Lei de Telecom para o Senado

Confirmando a expectativa positiva dos presidentes das operadoras, o ministro Alexandre de Moraes, determinou ao Senado a análise dos recursos referentes ao projeto 79/16 e o submeta ao plenário da casa para votação.

CEO da Ericsson adota cautela com condenação da Lei de Informática na OMC

CEO global da fabricante, Börje Ekholm, ressaltou que o mundo caminha para o software e que a empresa irá produzir onde 'for mais produtivo e lucrativo'. Brasil está entre os 10 mercados principais da multinacional. Sobre o 5G, o CEO foi taxativo: operadoras não podem mais perder tempo.

Telecom sofre forte queda, mas ainda lidera receita do setor de serviços

Pesquisa Anual dos Serviços do IBGE, referente a 2015, mostra que Telecomunicações gerou uma receita de R$ 162 bilhões, mas caiu de 18,9% no ranking para 11,3%. Tecnologia da Informação também perdeu posição para outros segmentos.

Claro Brasil: Modelo é o culpado pelo fracasso da interiorização da banda larga

Presidente da Claro Brasil, José Félix, sustentou que do jeito que está o modelo de telecom não tem mais jeito.


Veja a revista do 60º Painel Telebrasil 2016
Revista do 60º Painel Telebrasil 2016
O Brasil enfrenta uma de suas mais graves crises, e as telecomunicações em banda larga são essenciais para a retomada do desenvolvimento sustentável, com inclusão social, na moderna sociedade da informação e do conhecimento. Este foi o mote dos debates durante o 60º Painel Telebrasil, realizado nos dias 22 e 23 de novembro, em Brasília.

  • Copyright © 2005-2017 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G