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Cloud computing deve gerar mais de 85 mil empregos no Brasil em 2012

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Convergência Digital - 08/03/2012
A computação em nuvem deve gerar mais de 85 mil novos empregos no Brasil em 2012 Os números são parte dos resultados de uma pesquisa encomendada pela Microsoft à empresa de análises de mercado IDC. A expectativa é a que o mercado cloud gere empregos de maneira crescente ano a ano: 85.176 neste ano, 142.081 (em 2013), 242.101 (2014) e 414,178 (2015), índices superiores aos da Rússia e do Reino Unido.

Segundo o levantamento, mundialmente, cloud computing deve estimular a criação de 14 milhões de novas vagas no mercado de trabalho até 2015.

No mesmo período, estima a IDC, as receitas de inovação em cloud computing podem chegar a US$ 1,1 trilhão. Isso, combinado com a eficiência da nuvem, poderá direcionar um reinvestimento organizacional significativo, além do crescimento das ofertas de emprego.

O maior percentual de novos postos de trabalho, de acordo com o estudo, não ocorrerá no Brasil, mas em outros mercados emergentes, tais como China e na Índia, que juntos devem produzir cerca de 6,8 milhões de postos de trabalho na área de computação na nuvem entre 2011 e 2015. Isto pode ser parcialmente atribuído ao tamanho de suas forças de trabalho, e em parte ao fato de que muitas empresas chinesas e indianas não estão vinculadas a grandes investimentos em sistemas legados.

Aproximadamente 1,2 milhão de novos empregos nesta área serão criados nos EUA e no Canadá. Um dos primeiros a adotar a computação em nuvem, os EUA, respondiam, em 2011, por 62% dos gastos mundiais em serviços de nuvem pública em TI.

O estudo revela ainda que o número de empregos gerados pela Computação em Nuvem será de certo modo proporcional ao tamanho de cada indústria. Em alguns setores, como serviços profissionais e varejo, a alta porcentagem de empresas de pequeno e médio portes irá liderar a adoção. Outras áreas, como Serviços Financeiros e Segurança, irão desacelerar a migração para a nuvem pública, mas podem aumentar a adoção de serviços de TI em nuvem privada. Em geral, espera-se que três indústrias gerem o maior número de empregos relacionados à nuvem: Telecomunicações e Mídia (2,4 milhões), Bancário (1,4 milhão), e Manufatura (1,3 milhão).

Segundo Roberto Prado, diretor de Competitividade Nacional da Microsoft Brasil, uma das tendências é que as empresas estão usando software de colaboração baseado na nuvem (como o Office 365) e não apenas para seus colaboradores internos, mas para compartilhar informações com parceiros e fornecedores (cadeia de valor).

“Nossos clientes têm usado a nuvem como uma oportunidade para reexaminar seus modelos de negócio, melhorar a experiência de seus usuários e parceiros de negócios, além de economizar”, diz o executivo. “Além disso, a nuvem tem ajudado as empresas a serem mais inovadoras, liberando os gerentes de TI para trabalhar em projetos de missão crítica”, afirma Prado.

Para o executivo, a Computação na Nuvem representa uma verdadeira transformação tecnológica que irá reduzir custos, estimular a inovação, e ainda gerará novos postos de trabalho em todo o mundo.

“Uma percepção equivocada comum é a de que cloud computing é um eliminador de empregos, quando na realidade é um dos maiores geradores de empregos. E esse crescimento ocorrerá em todos os continentes e em organizações de todos os portes. Isto porque os mercados emergentes, as pequenas cidades e empresas têm o mesmo acesso aos benefícios da nuvem que as grandes empresas e nações desenvolvidas”, afirma John F. Gantz, chefe de pesquisas e vice-presidente sênior do IDC.

A pesquisa também mostra que os governos podem influenciar o número de empregos criados pela Computação em Nuvem em cada país. A íntegra do estudo está disponível no site: http://www.microsoft.com/presspass/download/features/2012/IDC_Cloud_jobs_White_Paper.pdf

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A cloud pública também mostra crescimento e deve chegar a R$ 10 bilhões de receita no final do ano, de acordo com estudo da IDC, encomendado pela ABES. Com relação à Inteligência Artificial, o levantamento indica que, no Brasil,15,3% das médias e grandes empresas têm essa tecnologia entre as principais iniciativas e espera-se que isso dobre nos próximos quatro anos.



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