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Telebras e Angola Cables assinam acordo para conexão entre Brasil e África

Luís Osvaldo Grossmann
23/03/2012 ... Convergência Digital

Brasil e Angola formalizaram nesta sexta-feira, 23/3, o primeiro passo dos investimentos conjuntos para a implantação de um cabo submarino entre Fortaleza-CE e Luanda. O projeto será tocado pela Telebras e o consórcio angolano Angola Cables, e tem conclusão estimada até o primeiro semestre de 2014.

“Nossa ideia é que a licitação internacional [para implantação do cabo submarino] seja em julho. O prazo estimado é de 18 meses, então se começarmos a construir no segundo semestre deste ano, estará operacional no primeiro semestre de 2014”, explicou o presidente da Telebras, Caio Bonilha.

Nem Bonilha, nem o presidente da Angola Cables, António Nunes, quiseram confirmar o tamanho do investimento – tampouco qual será a participação de cada um. Os desenhos que a Telebras vem fazendo para todo o projeto, no entanto, relacionam o aporte com a demanda por tráfego de cada parceiro.

Primeiros estudos, apresentados pelos angolanos no início de 2011, indicavam um custo de US$ 140 milhões apenas em componentes tecnológicos envolvidos nos 6 mil km de cabos ópticos – com o valor total entre US$ 150 milhões (R$ 275 milhões) e US$ 200 milhões (R$ 360 milhões).

O acerto com a Angola Cables – um consórcio liderado pela estatal Angola Telecom, com parceiros privados – envolve participação nas outras “pernas” projeto de cabos submarinos da Telebras – que de Fortaleza terá saídas para os Estados Unidos, Europa e África.

“Será o primeiro cabo no Atlântico a ligar a África à América do Sul. É evidentemente estratégico e terá uma grande demanda”, afirmou Nunes. A projeção é de que essa rota direta – hoje as comunicações entre os dois países fazem escala na Europa – reduzirá em 80% o custo com o transporte de dados.

Também estratégico no projeto conjunto é o potencial de escoar pela nova rota de fibras ópticas parte do tráfego da Ásia, como alternativa aos trechos que ligam a Índia à Europa pelo Canal de Suez, no Egito, e pela rota que já contorna o oeste da África.


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