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Banda larga móvel: Consumo no Brasil fica abaixo da média da América Latina

Convergência Digital - Carreira
Da redação - 13/04/2012

Apesar do forte impulso no número de assinantes - quase 100% em 2011 - fechando o ano com 41 milhões de usuários, o Brasil ainda tem muito por crescer, principalmente, no uso real de dados, afirma Erasmo Rojas, diretor da 4G Americas para América Latina e Caribe.

Enquanto em países como Argentina os usuários consomem cerca de 48% de seus pacotes (dados + voz) em banda larga móvel, no Brasil o percentual é de apenas 22%, 1 ponto percentual menor que a média da região. Em receita, isso significa 3,08 dólares dos 14 dólares, que é a média mensal da América Latina de gasto com celular.

“A entrada de novos handsets, como tablets e smartphones, pode ajudar nesse crescimento”, destaca Rojas, que aponta a diminuição do uso dos modens externos como indicio desse movimento. Em 2010, o número de acessos à banda larga móvel por modens e celulares era quase a mesma. Hoje, apenas 19% da conexão móvel é feita por modens. A grande maioria, 81%, é realizada por celulares.

Segundo o executivo, o leilão das novas frequências vão impulsionar esse crescimento, uma vez que as operadoras vão passar a oferecer serviços com mais qualidade. A penetração de banda larga móvel na América Latina é de 12%, e a estimativa é de que, em 2015, atinja 57%, ultrapassando a voz, que, hoje, ainda é a principal fonte de receita das operadoras.

Globalmente a demanda de celulares com acesso a banda larga móvel cresce 75% ao ano, porém metade desse recurso é consumido por apenas 1% dos usuários, enquanto 3% dos usuários de peso (heavy users) são responsáveis por 70% do trafego.

“As operadoras têm o desafio de encontrar um caminho para dosar uso e receita, pois as redes não são capazes de suportar hoje uma fatia grande de usuários de peso. Como a nova geração já nasce conectada, esse tipo de usuário deve crescer muito”, completa Rojas.

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