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SulAmérica investe em TI baseada em cloud

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Fabio Barros - 25/04/2012

A SulAmérica, uma das maiores companhias de seguro do País, chega aos 116 anos de operação apostando na inovação para se diferenciar em um mercado cada vez mais competitivo. Com faturamento anual de cerca de R$ 10 bilhões, 30 mil corretores e cinco mil funcionários, há dois anos a companhia decidiu que era hora de mudar.

“Decidimos que seríamos a companhia mais ágil do mercado e a área de TI deveria buscar o melhor meio de ajudar a empresa nessa missão. Definimos que o cloud computing seria a base de nossa estratégia”, lembra Cristiano Barbieri, CIO da SulAmérica. Tomada a decisão, a companhia montou uma estratégia que de cloud que prevê que, em alguns anos, boa parte de toda a estrutura que ela tem on-premise, estará na nuvem.

Barbieri lembra que não há radicalismos e que não imagina a SulAmérica sem sua estrutura própria de TI. “Mas o que for possível ir para a nuvem, irá”, diz. Dentro da estratégia, a primeira ação priorizada foi o projeto de troca da solução de correio eletrônico. Na época, a companhia contava com uma solução que ocupava 15 servidores e uma enorme limitação de armazenagem.

Para o executivo, o projeto deveria transformar a solução de colaboração e correio eletrônico da empresa, consideradas por ele as duas principais ferramentas que a área de TI entrega aos usuários, em qualquer empresa. E o principal requisito para a nova solução é que ela fosse 100% cloud.

Inicialmente foram avaliadas três alternativas. Destas, duas foram escolhidas para um piloto de 60 dias: um grupo de 150 usuários foi escolhido para utilizar cada uma das novas soluções por um mês. “Ao final do processo, escolhemos o Google”, lembra Barbieri.

Os critérios, segundo o executivo, foram bem claros: o fornecedor provou ser o único 100% cloud, ofereceu capacidade de armazenagem 25 vezes maior que a solução tradicional (250 GB por usuário), mostrou 100% de disponibilidade e foi recomendado pelo Gartner. O processo de migração, seguindo rigorosamente o cronograma previsto pelo Google, levou seis meses, e hoje o sistema atende 6,8 mil usuários. Um ano depois, de acordo com Barbieri, a única preocupação da TI da SulAmérica foi reforçar o canal de acesso a internet, para garantir a disponibilidade do serviço. “Os poucos problemas que tivemos, ocorreram com nosso link”, afirma.

Além do bom funcionamento do sistema, o executivo destaca ainda uma série de benefícios não previstos no projeto, como a possibilidade de realização de videoconferências por meio do Gmail. “Não estava entre as ferramentas que procurávamos, mas estava inclusa no pacote e tem se mostrado muito útil”, diz.

Mais que isso, Barbieri afirma que a empresa hoje é BYOD (Bring Your Own Device) de fato. “Estamos desligando a plataforma BlackBerry corporativa. Hoje nosso sistema de e-mails está disponível para qualquer plataforma. A escolha fica por conta do usuário”, diz.

O executivo diz que hoje a companhia está na segunda fase desta implementação – realizando pilotos de videoconferência e aprimorando o uso da plataforma -, mas já prevê novas utilizações para a nuvem. Os próximos passos serão a migração do sistema de vendas e de todos os sistemas departamentais para a nuvem. “Tudo isso será integrado ao Google Apps e à plataforma de colaboração. Na prática, estamos mudando a imagem de que oferecíamos soluções ultrapassadas para nossos usuários”, conclui.

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