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Nuvem impulsiona venda de software da HP

Convergência Digital
Fabio Barros - 02/05/2012

O mercado corporativo está se cada vez mais próximo da computação em nuvem, o que significa demanda cada vez maior por gestão de TI que, em última instância, tem alavancado as vendas da HP Software no Brasil. Não por acaso, a unidade é a mais lucrativa da companhia, tanto no País quanto globalmente.

Para Silvio Maemura, vice-presidente da HP Software & Solutions no Brasil, a demanda cada vez maior pelos softwares da companhia demonstra a evolução do mercado em relação a adoção da nuvem. “Nosso portfólio hoje é composto por aplicativos para gerenciamento de informação e por aplicativos de gerenciamento de serviços de TI, áreas que crescem de importância com o uso da nuvem”, lembra.

Os primeiros são oriundos da aquisição da Autonomy, e permitem a análise de dados não estruturados. Já a gestão de TI começou com a aquisição da Mercury, e permite desde a identificação de problemas até a identificação do motivo da falha e automação da solução.

Para Maemura, são áreas que, se não forem bem cobertas pelas empresas, podem impedir sua ida para a nuvem. “Uma empresa que esteja planejando usar cloud computing no futuro deve estar pronta para gerenciar a infraestrutura, mesmo que seja de terceiros, e para lidar com um altíssimo volume de dados”, diz.

O executivo lembra que projetos relacionados à nuvem representam hoje cerca de 10% das vendas da área. “Esse percentual deve crescer muito a partir do ano que vem”, diz.

Ao mesmo tempo em que ajuda os clientes a se preparar para gerenciar suas nuvens, a HP Software também vem testando suas próprias ofertas em nuvem. “Temos uma oferta, de teste de aplicativos, que estamos oferecendo no modelo de SaaS: o cliente compra o código, especifica os requisitos e nós realizamos o teste”.

De todo modo, Maemura não acredita que todo o portfólio possa ser oferecido em nuvem. “Nossos aplicativos são muito específicos e ligados a áreas estratégicas das empresas e a nuvem funciona melhor com produtos comoditizados”, diz.

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