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Setor reivindica mudança na política nacional de software

Convergência Digital - Cobertura Especial RioInfo 2012
Ana Paula Lobo e Luiz Queiroz - 03/09/2012

Apesar de elogiarem a mudança de postura do governo - que deixou de apostar exclusivamente no hardware para consolidar ações em software e serviços no plano TI Maior, lançado no último dia 20 de agosto - os empresários consideram pequeno o aporte financeiro do governo e afirmam que os recursos estão sendo divididos em muitas áreas diferentes, batizadas de ecossistemas digitais.

Em entrevista à CDTV, do Convergência Digital, o coordenador do Rio Info, Benito Paret, reitera a posição defendida durante a solenidade de abertura do evento, realizada nesta segunda-feira,03/09, no Rio de Janeiro. "O TI Maior foi uma ação bastante elogiosa, mas temos que ressaltar que há pontos ainda divergentes e que precisam ser ajustados. A certificação da tecnologia nacional é um deles", ponderou.

No discurso proferido na solenidade do Rio Info 2012, Paret deixou claro que da forma que a aplicação da certificação de tecnologia nacional foi elaborada, ela corre o risco de esquecer as pequenas empresas, que respondem por 95% do segmento de software e serviços - para vir a beneficiar apenas as grandes multinacionais e algumas poucas nacionais.

Com relação aos R$ 500 milhões prometidos para o setor no TI Maior - de 2012 a 2015 - Paret observa que o montante é pequeno, diante do que é investido pelo governo na área - R$ 11 bilhões. Ele lembra ainda que a Petrobras, por exemplo, aloca 1.3% do seu faturamento em software, o que equivale a R$ 8,6 bilhões/anuais.

Indagado sobre investimentos públicos na área de software e serviços, Paret reclamou da falta de recursos da Finep - que está para lançar uma nova subvenção econômica - mas comemorou a promessa do BNDES de renovar o Prosoft, linha voltada para o software. "O BNDES tem sido um incentivador forte do segmento. E tem R$ 1 bilhão em caixa. Precisamos ajustar como colocar esses recursos no mercado".

E na longa batalha para a redução do ISS(imposto sobre serviços), o setor ganhou um apoio renovado: o do vice-governador, Luiz Fernando Pezão. "Se de fato, ele conseguir fazer o ISS cair, será ótimo. O Rio de Janeiro já foi a capital da Informática e se o setor tem tido um crescimento de 8%, aqui, ele fica em torno de 1%. Quem perde é a cidade e quem faz software aqui", destaca. Assista a entrevista do coordenador do Rio Info, Benito Paret, à CDTV, do Convergência Digital.


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03/09/2012
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