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Setor defende a contratação de um CTO para o Governo

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Luís Osvaldo Grossmann e Luiz Queiroz - 22/03/2013

Empresas e mesmo representantes do governo entendem que iniciativas esparsas dificultam o avanço de projetos, notadamente no arranjo de um ambiente propício ao desenvolvimento da computação em nuvem no país. Até por isso, uma proposta recorrente é centralizar esse tipo de projeto de tecnologia da informação, o que poderia se materializar na figura de um “diretor técnico” da administração federal. 

“Não tenho dúvida de que o Brasil precisa de um CTO”, defende o diretor de infraestrutura da Brasscom, Nelson Wortsman, utilizando o jargão inglês para “chief technology officer” – o que em empresas brasileiras é mais conhecido como aquele diretor técnico. 

Segundo ele, “nossos ministérios são divididos politicamente e é muito difícil fazer um projeto interministerial. São partidos diferentes, objetivos diferentes. Um CTO poderia fazer funcionar”. O tema voltou à mesa durante o Fórum TIC Brasil, realizado em Brasília nesta semana.  

Para presidente da Unisys no Brasil, Agostinho Pereira da Rocha, o setor privado teria muito mais clareza da direção pretendida com esse modelo centralizado. “Seria extremamente benéfico ter uma diretiva padronizada para todo o país, com a redução dos esforços individuais.”

Além disso, acredita, o modelo também favoreceria o desenvolvimento do setor privado, inclusive na prestação de serviços ao governo. “Estaríamos interagindo com essa organização única através de acordos de serviço, o que seria o ambiente ideal para que empresas pudessem prestar serviços ao governo e ser remuneradas pela qualidade, talvez tendo uma grande ‘cloud’ com quatro ou cinco provedores [privados]”. 

O diretor do Datasus, Augusto Gadelha, é outro que defende essa centralização – mas que deveria ser muito mais ampla que um projeto específico de computação em nuvem. Por outro lado, entende que tampouco pode ser perdida uma razoável dose de flexibilidade das diferentes instâncias. 

“As ilhas no governo precisam desaparecer e um CTO para o país seria interessante, não necessariamente para nuvem, mas para racionalização do uso da informática”, avalia Gadelha. 

“Mais do que isso”, continua, “precisamos de instituições maduras que tenham um nível de governança que dê sustentação não só política mas de poder para um CTO desses. E ao mesmo tempo ele teria que ter limites para não se tornar um czar da informática”. 

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