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Telefônica Vivo entra na briga pelo mercado de computação na nuvem

Convergência Digital
Ana Paula Lobo - 27/06/2013

A Telefônica Vivo entrou, de vez, na briga pelo mercado de computação na nuvem no Brasil. Prioridade no plano de negócios dos próximos anos, a empresa anunciou nesta quinta-feira, 27/06, o produto Vivo Cloud Plus, ofertado a partir do datacenter de Santana de Parnaíba, em São Paulo. Serviços estão voltados para a nuvem pública, híbrida e privada, com alvo na Infraestrutura como Serviço (IaaS). Com cerca de 20 clientes na oferta de cloud, a tele garante que não está atrasada. "O momento é esse. Agora as empresas estão percebendo o valor da nuvem. E nós temos a conectividade", disse o diretor geral da Telefônica Vivo, Paulo Cesar Teixeira. 

Ciente que esse mercado de serviços na nuvem tem bastante players, o diretor de Negócios Empresa da Telefônica Vivo, Silvio Antunes, não se furtou a falar sobre o tema. " Estamos acostumados a entrar em ambientes hostis de grande competição. Nós temos o que eles (provedores de TI) não têm: conectividade. Nós podemos entregar o tráfego onde o cliente quiser", ponderou.  Outra grande aposta da empresa é atuar na gestão dos serviços público e privado na nuvem.

"Com a infraestrutura que temos aqui no datacenter podemos fazer a gestão do serviço na nuvem pública, da missão crítica na nuvem privada. Enfim, atuar como um provedor full de computação na nuvem", reforça Antunes. A expectativa é tão grande que o datacenter de São Paulo, ativado em setembro do ano passado, e que teve um custo estimado de R$ 400 milhões, já tem um plano de expansão para 2014.

Para criar o ambiente cloud, a Telefônica Vivo terá o IaaS baseado na tecnologia VBlock, criada pela VCE, joint venture criada pela Cisco, VMware e EMC. A oferta de Software como Serviço(SaaS) está na mira, com parcerias com provedores. "Não somos integradores de SAP, mas podemos atuar em parceria com eles para montar soluções desenhadas para o cliente. E aqui entra também as pequenas e médias empresas. Elas também estão na nossa mira. Não há, hoje, mais negócios que não passem por TI e Telecom", reforçou o diretor de Negócios da Telefônica Vivo.

Indagado sobre a concorrência de titãs no segmento - Google, Amazon e Microsoft na nuvem pública, e HP e IBM, na nuvem privada - o vice-presidente da Telefônica Vivo, Paulo Cesar Teixeira, disse que 'computação na nuvem está começando. Há lugares para todos". Mas destacou a questão da conectividade e, especialmente, o fato de a empresa estar funcionando no Brasil. "Estamos aqui. Temos suporte aqui. Temos equipes aqui. Isso faz a diferença para as empresas", reforçou o diretor geral da operadora.

Sem ter uma indústria como principal alvo - todas são consideradas estratégicas - a Telefônica Vivo passou a ser usuária dos próprios serviços. "Toda a operação móvel e fixa da empresa está aqui e há serviços na nuvem. Nós somos usuários do nosso produto", disse Antunes. Questionado sobre os projetos encabeçados pelos bancos - que estão construíndo datacenters próprios, o executivo disse que está pronto para atuar como backup e redundância. "Será preciso ter essa redundância para compliance, para recuperação de desastre", completou.

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