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Na 'briga' com as OTTs, Vivo diz que dados no Brasil fazem a diferença

Convergência Digital
Ana Paula Lobo - 27/01/2014

A concorrência com as OTTs é uma realidade e o momento é o de se preparar e lançar serviços para fidelizar os assinantes, a partir da massificação da infraestrutura de conectividade. Essa é a grande aposta da Vivo, que aproveita a 7ª edição da Campus Party, para lançar dois novos serviços  - um de música e outro de nuvem - para reagir à concorrência do Google, Apple e outros.  Cobrança em Real - e não em dólar e pelo cartão de crédito - e a manutenção dos dados no Brasil, além de suporte técnico são considerados diferenciais para a conquista da preferência do assinante.

Em entrevista à imprensa nesta segunda-feira, 27/01, o presidente da Vivo, Antonio Carlos Valente, anunciou os novos produtos, que serão degustados pelos campuseiros do Campus Party. O Vivo Sync é um serviço que armazena e sincroniza, na nuvem, conteúdo de qualquer dispositivo. E a operadora não esconde: ideia é, sim, atrair os assinantes para a nuvem da tele - com preços cobrados em Real e com os dados armazenados no Brasil.

"Não temos qualquer problema de enfrentar a concorrência dos OTTs, mas estamos também nos preparando para a nova realidade dos serviços de telecom que passa pelos aplicativos. No caso da Nuvem, também acreditamos que ter os dados armazenados aqui, de ter um suporte técnico disponível - para problemas de funcionalidade - é um diferencial que o assinante deverá levar em conta. Nós estamos no Brasil", disse Valente. E numa 'estocada', o executivo lembrou ainda que há o recolhimento de impostos no país, diferentemente dos rivais - que usam o cartão de crédito internacional e não têm operação efetiva no Brasil.

O aplicativo Vivo Sync funciona em Wi-fi, 3G, 3GPlus e 4G e é compatível com Android, iOS, Blackberry e Symbian. A versão para Windows Phone chegará até o final do mês e há um portal - portal.vivosync.com. br - com todas as informações do produto, explica o diretor de Serviços de Valor Agregado, Alexandre Fernandes. Indagado se a reação estava ligada ao grande sucesso do WhatsApp no mercado de mensagens instantâneas, Fernandes minimizou. Disse que não enxerga perda de mercado do SMS com o WhatsApp, mas assume que a operadora precisa, sim, estar atenta aos serviços, principalmente, os da nuvem.

O Vivo Música, em parceira com a Naspter, é outra aposta da Vivo nesse segmento de OTTs. O produto chega ao mercado com mais de 14 milhões de músicas disponíveis. Com aplicativo, o assinante poderá ouvir música no PC, no smartphone ou no tablet. "Nosso serviço está muito próximo do Spotfy, um dos mais conhecidos do mundo. A ideia é permitir que o nosso assinante tenha acesso a um produto diferenciado, por um preço adequado à realidade nacional e cobrado em Real e na conta do pós-pago ou no crédito do pré-pago", acrescentou Fernandes.

O executivo falou também sobre a possível adesão da Vivo ao Joyn, plataforma criada pelo GSMA para enfrentar os serviços OTTs e que no Brasil conta com a adesão apenas da Claro. Segundo Fernandes, a operadora avalia a possibilidade e diz que terá uma definição ainda em 2014. Mas admite. Não é barato a adesão. "A integração dos sistemas para o Joyn - que vai muito além da mensagem instantânea - é bem custosa. Os estudos estão sendo feitos para ver a viabilidade".

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