INTERNET

Sob pressão, EUA aceitam abrir mão do controle da Internet

Ana Paula Lobo* ... 15/03/2014 ... Convergência Digital

Foi uma decisão para entrar na história da Internet na semana em que se comemorou os 25 anos da Rede. O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira,14/03, que está disposto a abandonar seu papel central na atribuição dos nomes dos domínios na Internet em favor de um modelo de gestão global. Isso significar dar um padrão global para a ICANN, entidade responsável pela validação mundial dos nomes dos domínios.

Em comunicado, o departamento de Comércio dos Estados Unidos indicou que convocará "as partes envolvidas em todo o mundo para refletir sobre os caminhos" que permitirão ao governo dos Estados Unidos a deixar de lado o papel dominante no Icann, regulador mundial da Internet encarregado de validar os nomes dos domínios. Criada em 1998, a Icann é sediada na Califórnia e depende, em última instância, do departamento de comércio dos Estados Unidos.

A decisão não veio à toa. Desde as denúncias de Edward Snowden, ex-agente da NSA, a agência de segurança dos Estados Unidos, a pressãso sob o modo de atuar do país só fez crescer. A comprovação que os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e a chanceler da Alemanha, Angela Merckel, foram espionadas, ampliou o mal-estar entre os países. A pressão triplicou e foi parar na ONU, que acabou acatando mudanças na gestão da Rede Mundial. Mais que isso: os países decidiram realizar, no Brasil, o NetMundial.br - Reunião Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet, que será realizada em São Paulo, nos dias 23 e 24 de abril.

E a mobilização foi crescente. Tanto que diversos países e entidades já deixaram suas posições sobre um modelo de governança para a Internet. O Brasil, por exemplo, defendeu a mudança da sede da ICANN para Genebra, para respaldar uma entidade mais técnica. “Esse é um ponto em que estamos alinhados com a Europa e diversas entidades da sociedade civil. Chamamos de ‘globalização’ da ICANN, e não internacionalização, porque queremos deixar claro que a defesa é pelo sistema multissetorial, e não um controle pelas ‘nações’”, explicou o ministro Paulo Bernardo, em entrevista esta semana, em Brasília.

Após o anúncio a ICANN, por comunicado, expresou que o anúncio do governo norte-americano foi "histórico" e que "está pronta para transferir a tutela das funções técnicas importantes da Internet para a comunidade global de Internet". "Estamos convidando governos, setor privado, sociedade civil e outras organizações de Internet do mundo todo para se juntarem a nós no desenvolvimento do processo de transição", declarou o presidente e CEO da ICANN, Fadi Chehadé.

O atual contrato da ICANN com a NTIA - Departamento Nacional de Administração de Telecomunicações e Informação (NTIA) - para operar os nomes de domínio termina em setembro de 2015. E essa transição será acompanhada de perto pelos EUA e, certamente, muito debatida no evento do Brasil. E há uma posição já firmada: o controle não passará para 'outro' governo. "É um processo global. Se não for assim, não há razão para mudanças", sustentou o secretário adjunto de Comércio para as Comunicações e Informação, Lawrence E. Strickling.

*Com agências de Notícias


Provedores defendem modelo da TV Digital para resolver uso dos postes

Proposta da Abrint prevê que no lugar de mudanças na resolução Anatel/Aneel seja constituído uma espécie de ‘Gired’ ou um foro permanente para negociações e mesmo determinações para a regularização das estruturas.

STF: Relatores dizem que é inconstitucional barrar apps de transporte

Ações questionam leis de São Paulo e Fortaleza que limitam ou mesmo proíbem transporte por aplicativos como Uber e assemelhados. Julgamentos foram suspensos por pedido de vista.

Justiça nega proibição a jogo onde Bolsonaro espanca mulheres, negros e gays

Em nova tentativa do Ministério Publico, 14ª Vara Cível de Brasília entendeu que jogos eletrônicos são obra intelectual com livre manifestação de pensamento.

Europa busca consenso para taxar gigantes da Internet

Uma nova proposta costurada por Alemanha e França reduz o escopo da cobrança para mirar apenas nas receitas com publicidade.

5G exige rediscussão imediata da neutralidade de rede

"Serão novas e tão diferentes aplicações, e algumas até podem fazer a diferença entre a vida e a morte. A questão da neutralidade precisa ser encarada agora no mundo e aqui no Brasil", sustenta o diretor da 5G Americas e de Relações com o Governo da Ericsson Brasil, Tiago Machado.

Revista Abranet 26 . nov-dez 2018 / jan 2019
Veja a Revista Abranet nº 26 Estudo da Abranet revela a existência de um universo díspar entre os prestadores, o que impõe desafios à regulamentação mínima necessária para manter o mercado estruturado e o limite aceitável para a sobrevivência das empresas.
Clique aqui para ver outras edições

Acompanhe a Cobertura Especial do II Congresso Brasileiro de Internet - Abranet

Empresas da Internet pedem mais segurança jurídica

“O Marco Civil da Internet trouxe base sólida para criar parâmetros para se ter lei mínima para a Internet seguir avançando, mas, infelizmente, vemos varias iniciativas tentando modifica-lo", afirmou o presidente da Abranet, Eduardo Parajo.

Acompanhe a Cobertura Especial do II Congresso Brasileiro de Internet

  • Copyright © 2005-2018 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G