TELECOM

Para a Anatel, corte de serviço ao fim da franquia vai chegar à banda larga fixa

Luís Osvaldo Grossmann ... 28/11/2014 ... Convergência Digital

A Anatel entende ser positiva a mudança nos modelos de negócios das operadoras móveis pela qual os planos de dados são cortados quando consumida a franquia prevista. Na agência, a medida era esperada como forma de compensar quedas de receitas nos serviços de voz e deve chegar também às conexões fixas à Internet.

O movimento foi iniciado pela Vivo, mas logo seguido pela Oi. Até aqui, quando os usuários consumiam toda a franquia de dados prevista as empresas reduziam a velocidade das conexões. Agora, não haverá mais acesso e será preciso pagar um valor adicional – ou inserir novos créditos, visto que é uma mudança por enquanto direcionada aos planos pré-pagos. A mudança foi tema da reunião desta sexta, 28/11, do Conselho Consultivo da agência reguladora.

Para a Anatel, as empresas erraram ao basear os planos de dados em ofertas “ilimitadas” e mesmo as reduções de velocidade são sinais ruins ao consumo. “Além do financiamento do setor, tem outro ponto que é o consumidor ter consciência de que há limites no serviço”, avalia a superintendente de Relações com os Consumidores da agência, Elisa Peixoto. Segundo ela, a única exigência é que os consumidores sejam avisados das alterações com 30 dias de antecedência.

“A Anatel não colocará nenhum entrave à cobrança no caso do excedente da franquia. O futuro da receita do setor é o tráfego de dados e é um movimento natural que a gente passe a ver cobrança desse serviço, sob pena de não haver recursos para investimento na rede. Toda a vez que o consumidor tinha a redução de velocidade no fim da franquia passava por uma falsa percepção de que o problema era na qualidade da rede”, diz ela.

A superintendente de Relações com os Consumidores explica ainda que a preocupação da agência é com a transparência aos usuários. “Estamos preocupados em como as operadoras oferecem ferramentas para acompanhamento do consumo da franquia. Todas as empresas garantiram que haverá algum instrumento de apresentação gradual desse consumo. Isso deve ser gratuito, de forma que não haja uso da franquia para conferir o consumo.”

Para o superintendente de Competição da agência, Carlos Baigorri, a mudança no sistema de cobrança é algo natural. “Os planos baseados em serviços ilimitados são dependentes de um alto valor da VU-M. Como a Anatel vem trabalhando na queda da tarifa de interconexão, as empresas vão perder grande parcela das receitas e vão compensar isso de alguma forma. Esse é um movimento esperado e que vai continuar e muito provavelmente chegará ao fixo também.”

Para Baigorri, o modelo de tarifas flat “possui um defeito fundamental, que é o problema da seleção adversa, da ‘tragédia dos comuns’ com o uso ineficiente das redes. Quando as redes tinham pouco consumo, o modelo fazia sentido. Mas a partir do consumo de vídeo, se torna um problema e o modelo de negócio tem que ser revisto, porque as tarifas flat são benéficas para usuários com maior consumo de dados, mas não para os consumidores ‘leves’”.


Internet Móvel 3G 4G
Aumento de 44% nos ataques aos smartphones no Brasil

DFNDER Lab, da PSafe, diz que de julho a setembro, os ataques malware chegaram a 5,58 milhões. Links maliciosos passaram dos 100 milhões no ambiente móvel.

Recuperação judicial: Oi mantém proposta de parcelar dívida com Anatel em até 20 anos

Operadora também prevê negociação para a conversão de multas em investimentos (TACs). A agência reguladora é, hoje, a maior credora da tele com dívida, orçada pela Oi, em R$ 10 bilhões. E pela Anatel em R$ 13 bilhões. Nova versão do plano de recuperação judicial foi apresentada à Justiça. Assembleia de credores está marcada para o dia 23 de outubro.

Só um em cada três clientes recomendaria a sua operadora na América Latina

Em ranking das melhores empresas em seis países da região, realizado pela Everis, Brasil aparece na décima colocação. Resolução rápida dos problemas segue sendo a maior reivindicação dos usuários de serviços.

STF devolve projeto da nova Lei de Telecom para o Senado

Confirmando a expectativa positiva dos presidentes das operadoras, o ministro Alexandre de Moraes, determinou ao Senado a análise dos recursos referentes ao projeto 79/16 e o submeta ao plenário da casa para votação.

CEO da Ericsson adota cautela com condenação da Lei de Informática na OMC

CEO global da fabricante, Börje Ekholm, ressaltou que o mundo caminha para o software e que a empresa irá produzir onde 'for mais produtivo e lucrativo'. Brasil está entre os 10 mercados principais da multinacional. Sobre o 5G, o CEO foi taxativo: operadoras não podem mais perder tempo.

Telecom sofre forte queda, mas ainda lidera receita do setor de serviços

Pesquisa Anual dos Serviços do IBGE, referente a 2015, mostra que Telecomunicações gerou uma receita de R$ 162 bilhões, mas caiu de 18,9% no ranking para 11,3%. Tecnologia da Informação também perdeu posição para outros segmentos.

Claro Brasil: Modelo é o culpado pelo fracasso da interiorização da banda larga

Presidente da Claro Brasil, José Félix, sustentou que do jeito que está o modelo de telecom não tem mais jeito.


Veja a revista do 60º Painel Telebrasil 2016
Revista do 60º Painel Telebrasil 2016
O Brasil enfrenta uma de suas mais graves crises, e as telecomunicações em banda larga são essenciais para a retomada do desenvolvimento sustentável, com inclusão social, na moderna sociedade da informação e do conhecimento. Este foi o mote dos debates durante o 60º Painel Telebrasil, realizado nos dias 22 e 23 de novembro, em Brasília.

  • Copyright © 2005-2017 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G