TELECOM

Padtec demite 150, centraliza esforços, mas garante: não está 'quebrada'

Ana Paula Lobo ... 28/05/2015 ... Convergência Digital

A Padtec, fornecedora nacional de equipamentos de telecomunicações, atravessa momentos extremamente delicados; a reestruturação da empresa custou 150 demissões, ou uma redução de 25% no quadro de pessoal, mas a pior fase já passou, garantiu o presidente da fabricante, André Gualda.

Em entrevista exclusiva ao portal Convergência Digital, o executivo sustentou que a Padtec não está 'quebrada'. "Tivemos uma situação complicada, investimentos em novas tecnologias que não trouxeram os resultados esperados, como o GPON; mas não paramos. Nossa aposta é no cabo submarino e no segundo semestre teremos um OTN Switch para lançarmos no mercado".

Gualda admitiu que houve atraso de pagamentos por parte das teles, mas nega que elas estejam inadimplentes. "Num cenário econômico de crise, elas demandam mais prazo para pagar. As negociações estão acontencendo e não ocorrem somente com a Padtec. Atinge a todos os fornecedores. Mas elas não estão deixando de pagar", afirmou o executivo.

A reestruturação da empresa - que custou 150 empregos - foi dolorida, mas necessária, disse ainda Gualda. A Padtec abandonou o mercado GPON, mesmo ciente que esse segmento deverá ainda registrar forte crescimento no Brasil. "Somos uma empresa de médio porte. Não temos escala para concorrer com os chineses. Eles têm mais escala e dinheiro. Em muitos casos estávamos financiando os clientes, em especial, os pequenos. Não temos recursos para fazer essas operações. Infelizmente tivemos que recuar", argumentou o executivo.

Centrar as operações em produtos rentáveis virou mantra estratégico. Os equipamentos para redes submarinas são esse alvo. Gualda lembra que, hoje, só três empresas detêm essa tecnologia - Padtec, Tyco e Alcatel. Os chineses, grandes rivais, ficam de fora. "Vamos nos concentrar nessa linha para melhorar a eficiência. Estamos trabalhando para duplicar a capacidade de 100 Giga para 200 Giga. Toda essa parte de infraestrutura de fibra e backbone vai crescer muito no Brasil e no mundo. A Internet demanda", preconizou ainda Gualda.

O presidente da Padtec avalia ainda que o REPNBL, regime especial para a desoneração de redes, criado pelo Governo para incentivar a construção de redes ópticas, não aqueceu o mercado como se esperava. O ano de 2015 está muito parecido com o 2014, mas com expectativa de um segundo semestre de compras. "Há grandes empresas de telecom planejando suas compras, muitas seguraram até em função dessa crise  econômica, mas há necessidades de aquisições. De novo, a forte demanda de dados por parte do usuário final está pressionando", observou.

A relação com os acionistas, BNDES, IdeiasNet e CPqD não foi abalada com a crise enfrentada nos últimos tempos, garantiu ainda Gualda. "Os acionistas nos apoiaram nessa reestruturação. A dívida da Padtec já foi reduzida em 15% de janeiro até agora. Estamos fazendo de tudo para reequilibrar as finanças e, apesar da crise, estamos projetando um crescimento de dois dígitos para 2015", completou o presidente da Padtec.


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