INOVAÇÃO

Dois terços dos brasileiros não entendem conceitos básicos de ciência

Luís Osvaldo Grossmann* ... 09/09/2015 ... Convergência Digital

Uma pesquisa divulgada durante a 67a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), este ano em São Carlos (UFSCar), aponta ser pequena a parcela de brasileiros que pode ser considerada cientificamente letrada – apenas 5% das pessoas entre 15 e 40 anos.

Como destaca a Fapesp, que divulga os resultados, “isso significa que apenas essa parcela foi capaz de compreender vocabulários e conceitos básicos da ciência, usados no cotidiano, como biodegradável ou megawatt, e refletir de maneira crítica sobre o impacto da ciência na sociedade”.

Realizada pelo Instituto Abramundo (ex-Sangari) e pelo Ibope Inteligência, a pesquisa ouviu 2.002 pessoas com pelo menos quatro anos de estudo, entre março e abril deste 2015, no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Salvador, Curitiba e Belém.

A partir das respostas, a pesquisa estabeleceu quatro níveis de letramento científico: ausente, elementar, básico e proficiente. O maior grupo é o letramento elementar (48%), seguido pelo básico (31%). E enquanto 16 % da população pesquisada não tem letramento científico, apenas 5% são proficientes.

Os grupos de letramento ausente e elementar indicam que quase dois terços das pessoas tem conhecimento muito restrito. Ou, como resume a Fapesp, “64% dos entrevistados tiveram dificuldade de responder a questões básicas, como, por exemplo, se compreendiam os efeitos de medicamentos que costumam utilizar”.

“Boa parte da população brasileira ainda não consegue fazer uso social da ciência, porque para isso é necessário saber ler e interpretar informações científicas”, avalia o consultor do Instituto Abramundo e professor da UFPE,  Anderson Stevens Leonidas Gomes.

De acordo com o Instituto Abramundo, os resultados podem ser considerados representativos de 23 milhões de pessoas entre 15 a 40 anos que completaram os quatro primeiros anos do ensino fundamental e que residem em 92 municípios das 9 regiões metropolitanas brasileiras.

Entre os que tem ensino superior, 48% atingem o nível básico e 11% podem ser considerados proficientes. “Nesse grupo de mais alta escolaridade há uma parcela significativa, 37%, com letramento científico apenas elementar e 4% que podem ser considerados iletrados do ponto de vista científico.”

O estudo diz que 61% dos trabalhadores não atingem o nível básico, sendo que 14% deles podem ser considerados cientificamente iletrados. “Apenas 4 em cada 10 trabalhadores das principais cidades do país têm a habilidade necessária para resolver problemas ou interpretar informações de natureza científica.”

* Com informações da Fapesp e do Instituto Abramundo

 


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