GOVERNO » Compras Governamentais

PT e aliados aprovaram a privatização branca da TI bancária

Luiz Queiroz ... 18/02/2016 ... Convergência Digital

Um fato inédito ocorreu na noite de terça-feira (16) no plenário da Câmara. Enquanto os partidos que compõem a base do governo defendiam a aprovação do projeto de Conversão à medida Provisória 695/2015, do relator e deputado Ságuas Moraes (PT-MT), as bancadas do PSDB e do DEM - históricos defensores do "Estado Mínimo", eram contra a aprovação da MP. A proposta aprovada permite, entre outros assuntos, que Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil ingressem no mercado de TI privado, constituindo subsidiárias ou participando do controle societário de empresas.

A aprovação da MP foi por 438 votos, sendo 280 favoráveis e 157 votos contrários, e uma abstenção. Como o presidente da Câmara também se abstémm de votar  o total de votantes presentes foi de 439 parlamentares. Dos 59 deputados do PT que estão na ativa na Câmara, 55 votaram pela aprovação. Quatro não participaram dela. Esse foi o mesmo comportamento das demais bancadas que seguem o governo ou não. O PSOL e a Rede, por exemplo, votaram favoravelmente, embora não estejam alinhados na base governista.

Clique na imagem para ampliar
[Clique na imagem para ampliar]

DEM tentou rejeitar

O que chamou a atenção no projeto de Conversão do relator Ságuas Moraes (PT-MT), foi que em nenhum momento ele cita a questão dos bancos oficiais participarem do mercado privado de TI, porém desmantelando suas áreas fins. Não houve nenhuma consideração da parte dele sobre o assunto, assim como ninguém da base governista se manifestou contra a proposta. Todos seguiram a orientação do governo.

Quem jogou contra o Artigo 1º da MP, procurando eliminar a expressão "inclusive no ramo de Tecnologia da Informação" foi o DEM. O deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) - conhecedor da área - chegou a apresentar um destaque para votação em separado, no qual ele pediu para ser suprimida a expressão da MP. Mas o destaque foi rejeitado na votação, em que os parlamentares que eram favoráveis à permanência dessa expressão no texto da MP teriam de votar "sim".

Ficou mais claro ainda que o governo impôs essa expressão no texto, quando a deputada Érika Kokay, ligada aos sindicalistas de TI, acabou  designada para defender a íntegra do texto e encaminhar a votação da base governista contra a aprovação do destaque do DEM.

Clique na imagem para ampliar
[Clique na imagem para ampliar]

Agora a base sindical terá uma tarefa difícil pela frente: tentar impedir a aprovação deste artigo primeiro no Senado. Mas qual senador seguirá a orientação dos sindicalistas, desprezando a do Palácio do Planalto. Somente na semana que vem será possível identificá-lo.


Painel Telebrasil 2019
A 63ª edição do principal encontro institucional de lideranças do setor de telecomunicações e TICs acontecerá entre os dias 21 e 23 de maio de 2019, em Brasília. Saiba mais em paineltelebrasil.org.br
Veja o vídeo

Bolsonaro decide manter Comunicações no MCTIC

Em entrevista coletiva, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, confirmou que não vai mexer na atual estrutura. O comando do MCTIC será do astronauta Marcos Pontes.

Cansado de esperar Ucrânia, Brasil extingue Alcântara Cyclone Space por MP

Tratado já tinha sido denunciado pelo Brasil em 2015, diante do fracasso da parceria. Desde então, tenta fazer uma reunião para dissolver a empresa binacional, sem sucesso.

Reforma Trabalhista reduziu número de processos trabalhistas em 17,4%

Segundo balanço de um ano da aprovação das mudanças na CLT, processos que chegaram a varas do trabalho caíram de 2 milhões para 1,6 milhão.

Bolsonaro confirma Marcos Pontes na Ciência e Tecnologia

Embora ainda não tenha definido a estrutura do MCTIC - há rumores que Comunicações irá para o ministério da Economia, presidente eleito define o nome do astronauta. Kassab, apesar de ter apoiado o novo presidente, deixa a pasta.

CGU usa aprendizado de Inteligência Artificial para fiscalizar repasses da União

Ferramenta reconhece padrões em convênios ou contratos para prever o resultado da análise de contas. objetivo é reduzir prazos e custos.Atualmente a prestação de contas supera 2,2 anos para obras e 2,8 anos para bens e serviços.



  • Copyright © 2005-2018 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G