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SEPIN propõe uma relação de parceria com entidades de TI

Convergência Digital
Ana Paula Lobo - 04/07/2016

Um acordo para colocar TIC como uma das prioridades na estratégia nacional de desenvolvimento do Brasil. Essa foi a proposta apresentada pelo secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, na sua primeira participação oficial num evento setorial para as empresas de TI.

O executivo, que participou da solenidade de abertura do Rio Info 2016, evento que acontece esta semana no Rio de Janeiro, propôs uma relação de parceria. "Não tenho a ambição de saber tudo. Mas posso dizer que as agendas isoladas de TI e Comunicações não existem mais", pontuou Martinhão.

O secretário da SEPIN garantiu ainda que os principais programas do antigo MCTI, como o Startup Brasil e o Brasil Mais TI, voltado para a formação profissional vão continuar no novo ministério. "Queremos atuar para minimizar o déficit de mão de obra qualificada no setor", prometeu.

O discurso do secretário da SEPIN foi ao encontro do defendido pelo  coordenador do Rio Info e presidente do TI Rio, Benito Paret, propôs um pacto entre o setor de TI e o governo - federal, estadual e municipal - para a elaboração de um programa de Fomento para garantir recursos efetivos para sustentar o mercado de TIC no Brasil.

"Infelizmente os planos existentes foram revogados ou não deram o resultado esperado", frisou. Paret lembrou que nos últimos 12 meses, o Rio de Janeiro suprimiu dois mil postos de trabalho, o que representa 4% do total de profissionais empregados.

A solenidade do Rio Info também serviu para que as entidades setoriais de TI se posicionassem oficialmente a favor da extinção do ministério das Comunicações e a incorporação das funções pelo ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que fez surgir o MCTIC.

Coube ao presidente da Softex, Rubén Delgado, em nome das entidades de TI, entre elas, Assespro, Fenainfo e ABES, ressaltar que a fusão ministerial - contestada pela área da Ciência- poderá dar ao segmento de TIC um lugar de prioridade na política nacional. "Acreditamos que a fusão vai trazer a área de TIC para uma posição estratégica no governo. Não é mais possível separar TI de Comunicações", afirmou.

O presidente da Assespro Nacional, Jeovani Salomão, acrescentou que a nova economia - baseada no compartilhamento e nas novas tecnologias como cloud e internet das coisas - tem TIC como pilar. "Não é possível pensar nova economia sem TIC. O Brasil não pode deixar passar essa oportunidade", completou.

TI como protagonista

“Só seremos protagonistas, quando a tecnologia da informação for protagonista no estado e não um setor que é apenas usado em outros setores como óleo e gás e indústria”, frisou secretário estadual de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Gustavo Tutuca.

Ele garantiu que, apesar de todas as dificuldades financeiras, o Rio de Janeiro está preparado para realizar uma grande Olimpíada que deixará um legado tecnológico com um volume gigantesco de ativos - numa referência aos equipamentos que Cisco e Embratel poderão deixar para a cidade e também a todo o esforço de capacitação.

“A indústria de TI tem de ser protagonista e o governo não pode atrapalhar. Tem de procurar fomentar o seu desenvolvimento e conectar as diversas pontas”, defendeu. Ele anunciou que, durante as Olimpíadas, o Pavilhão 7, na Zona Portuária, será utilizado para apresentação de todas as potencialidades e oportunidades do estado, incluindo as TICs.

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