INTERNET

"A Internet é uma obra inacabada", adverte Vint Cerf

Luis Osvaldo Grossmann e Roberta Prescott ... 06/10/2016 ... Convergência Digital

"Há muito por fazer pela Internet. Ela precisa e pode melhorar muito", advertiu o co-criador do TCP/IP e 'pai' da Internet, Vint Cerf, ao participar do WCIT 2016, em Brasília. O especialista chamou atenção para o fato que a Internet não é 100% segura e que deveria funcionar na mesma maneira em todo lugar não importando o lugar do mundo — e ressaltou que o sucesso da Internet está na liberdade de expressão e ao livre acesso a ela.

Na sua palestra, Cerf enfatizou que o  desenvolvimento da Internet deve ser centrada nas pessoas, sendo acessível financeiramente e em termos de infraestrutura, além de possuir um conteúdo que tenha utilidade localmente. O 'pai' da Internet também foi taxativo: a hora é de fechar acordos transnacionais e cooperativos para combater os crimes na Internet.

"Acordos que têm a ver com como contratamos, o valor da assinatura digital, quais tecnologias são usadas para isso, como as identidades das partes podem ser confirmadas. Precisamos de regimes cooperativos. Se uma parte da internet pode ser atacada por alguém em outra jurisdição, o que fazer quando o criminoso está em outro país? Vamos precisar ter regimes multilaterais que permitam que esses problemas sejam resolvidos”, afirmou.

Falando da longevidade do mundo digital, Cerf voltou a bater na tecla que a preservação de arquivos depende da disponibilidade de mecanismos de “leitura” dos mesmos. A questão a resolver é como assegurar que os arquivos digitais antigos poderão rodar nos software novos.

“Algumas pessoas vão dizer que isto não importam se não conseguirem ver fotos, mas elas não sabem se seus descendentes vão se importar com isto. Temos problemas técnicos para resolver para preservar o legado”, destacou. A CDTV do portal Convergência Digital disponibiliza a íntegra da participação de Vint Cerf no WCIT 2016. Assistam.


Perícia digital: Disputa judicial exige mais prazo de armazenamento de dados

"Conflitos judiciais levam mais tempo que o exigido das empresas para armazenamento das informações. Com dados, não há anonimato na Internet", observa João Alberto Matos, do Pio Tamassia Advocacia. Fake News e perfis falsos nas redes sociais mobilizam a maior parte das perícias digitais.

MPF investiga Facebook por prestar informação falsa e descumprir ordem judicial

Para o Ministério Público, “a atitude mostra desrespeito aos Poderes da República Federativa do Brasil". Facebook tem 30 dias para dar esclarecimentos.

Brasileiro precisa entender que os dados valem muito dinheiro

Professor Luca Belli, da FGV/RJ, diz que o Brasil tem 210 milhões de produtores de dados e pode ter uma vantagem competitiva em Inteligência Artificial. "Mas a hora é de abrir a caixa preta e entender os critérios usados na tomada de decisão", observa. Sobre a LGPD, o especialista é taxativo: sem Autoridade de Dados, a legislação não 'pega'.

Autoridade de Dados tem de ser independente, técnica e sem controle do Estado

"Não haverá Lei de Proteção de Dados sem a Autoridade, mas não podemos ter essa entidade ligada à Casa Civil, ao Ministério da Justiça ou ao CGI. Ela vai fiscalizar a iniciativa privada e o poder público. Precisa ter independência", adverte Carlos Affonso de Souza, do ITS/Rio de Janeiro.

Brasil soma quase sete mil provedores de Internet

Pesquisa TIC Provedores 2017, feita pelo CGI.br, mostra ainda que os ISPs são os fomentadores da fibra óptica no País. Maior parte dos provedores é pequeno e oferecem até 1000 acessos. Os grandes provedores respondem por 2%, mas atendem a 80% do mercado.

Revista Abranet 26 . nov-dez 2018 / jan 2019
Veja a Revista Abranet nº 26 Estudo da Abranet revela a existência de um universo díspar entre os prestadores, o que impõe desafios à regulamentação mínima necessária para manter o mercado estruturado e o limite aceitável para a sobrevivência das empresas.
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Acompanhe a Cobertura Especial do II Congresso Brasileiro de Internet - Abranet

Empresas da Internet pedem mais segurança jurídica

“O Marco Civil da Internet trouxe base sólida para criar parâmetros para se ter lei mínima para a Internet seguir avançando, mas, infelizmente, vemos varias iniciativas tentando modifica-lo", afirmou o presidente da Abranet, Eduardo Parajo.

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