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Presidente da TIM diz que tele errou ao priorizar o pré-pago

Convergência Digital
Luís Osvaldo Grossmann e Carlos Afonso - 19/10/2016

A aposta centrada no mercado pré-pago foi ruim para a TIM. Para o presidente da operadora, Stefano de Angelis, que assumiu o posto em maio, a empresa acabou privilegiando a ideia de ser a mais barata do mercado, o que minou a posição no pós-pago e acabou gerando problemas de qualidade de rede. 

“Nossa imagem foi afetada pelo forte atributo de preço baixo, o que tem baixo apelo para pós pago. Em 2007/2008, a gente chegou a ser líder em receita do mercado, e líder no pós pago. A partir de então infelizmente virou uma empresa com menor qualidade, muito focada na conveniência e no pré-pago”, afirmou o executivo nesta quarta-feira, 19/10, na Futurecom 2016. 

Como sustentou, “a tim abandonou um pouco o segmento do pós-pago, que é um segmento de valor”. Segundo ele, a empresa priorizou o modelo de plano como o Infinity, de uso e pagamento diário, e isso afetou o posicionamento, ao deixar a empresa como a T-Mobile do Brasil – em referência à tele móvel dos EUA que explora exatamente o menor preço. 

“O Infinity criou problemas de qualidade e o posicionamento ficou lá embaixo”, afirmou, ao lamentar que se trata de uma estratégia de tamanho único, ‘one size fits all’, quando muito mais interessante para ele é ter uma segmentação maior da base. Como explicou, o Infinity, por suas próprias características, é muito afetado pela situação econômica. 

Ainda para o presidente da tele, a TIM também não soube aproveitar bem a venda de celulares na manutenção de clientes. “Nossa estratégia de aparelhos foi de distribuição. A gente não está usando de forma certa o smartphone como elemento de fidelização ou para aumentar a penetração do uso de dados”. 

As mudanças, garantiu, já começaram. “Nosso foco é recuperação da operação. Não vamos esquecer que quando cheguei aqui a empresa estava perdendo 15% de Ebitda e 10% de receitas. Vamos mudar. Vamos ter melhor proposta de valor para serviços móveis, maior segmentação da base, dos clientes, do país, das ofertas. Temos ainda muitos clientes que só usam voz e eles precisam ser cuidados. E ter foco regional para explorar as diferentes posições de mercado da TIM. Para isso, a rede comercial também precisa se adaptar”. Assistam a apresentação de Stefano de Angelis no Futurecom 2016.

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