TELECOM

Em 2016, teles pediram R$ 7,4 bilhões ao BNDES e levaram R$ 1,7 bilhão

Luís Osvaldo Grossmann* ... 01/02/2017 ... Convergência Digital

Em ano de forte queda os desembolsos do BNDES, o setor de telecomunicações obteve R$ 1,7 bilhão, uma fração dos R$ 88,2 bilhões emprestados pelo banco de fomento em 2016, que em si já representaram um recuo de 35% - e a primeira vez em uma década que o valor global fica abaixo de R$ 100 bilhões. 

No ano, o BNDES aprovou apenas R$ 387 milhões em novos pedidos do setor de telecom, valor 44% abaixo do aprovado em 2015, mas as empresas voltaram a procurar o banco com volumes mais altos. Ao todo há R$ 7,4 bilhões em pedidos apresentados ao BNDES no ano passado que já se encontram na fase de enquadramento.

De acordo com o BNDES, O setor de Indústria liderou os desembolsos com R$ 30,1 bilhões e participação de 34,2% sobre o total liberado. Em seguida veio o setor de Infraestrutura, para o qual foram desembolsados R$ 25,9 bilhões (29,4%). Na comparação com o período anterior, houve retração nominal de 35% nos desembolsos totais do Banco. Aprovações, enquadramentos e consultas tiveram queda nominal, de 28%, 16% e 11%, respectivamente.

Capital de giro e MPMEs

O desempenho do BNDES Progeren - com mais de 5.900 operações realizadas (crescimento de 230% em relação a 2015) - contribuiu para o aumento do volume de liberações do Banco para companhias de menor porte. Do total desembolsado pelo programa no ano passado, 72% (R$ 1,94 bilhão) foram destinados às Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs).

A participação das MPMEs nos desembolsos do Banco aumentou de 27,5% em 2015 para 30,8% sobre o total liberado em 2016, alcançando o montante de R$ 27,2 bilhões.  De janeiro a dezembro de 2016, o Banco realizou mais de meio milhão de operações, sendo que 571.445, ou 95,6%, foram com MPMEs.

Ainda de acordo com o porte da empresa, os segmentos média-grande e grande registraram as maiores retrações em 2016, na comparação com o ano anterior: queda de 44% e 38% nas liberações, respectivamente.

* Com informações do BNDES


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