SEGURANÇA

Ex-assessor de Obama assume presidência da Cyber Threat Alliance

Luiz Queiroz* ... 16/02/2017 ... Convergência Digital

A Cyber Threat Alliance (CTA), por meio de nota oficial anunciou nesta quinta-feira, 16/02, a disposição da entidade de ampliar a sua missão de compartilhar informações de ameaças visando aprimorar as defesas contra adversários cibernéticos em todas as empresas associadas e proteger clientes; desenvolver a segurança cibernética das principais infraestruturas de TI; e aumentar a segurança, disponibilidade, integridade e eficiências dos sistemas de informação. Para tanto, chamou para o comando da entidade Michael Daniel, ex-coordenador de segurança cibernética da Casa Branca, durante o Governo Obama.

A CTA foi constituída como uma organização sem fins lucrativos em janeiro deste ano. Hoje reúne alguns dos gigantes da tecnologia norte-americana envolvidos com a segurança cibernética. Participam da Cyber Threat Alliance as empresas Fortinet, Intel Security, Palo Alto Networks e Symantec. Com a decisão de janeiro, de transformar a entidade numa organização sem fins lucrativos, também passaram a participar como co-fundadores as empresas Check Point Software Technologies Ltd. e Cisco.

Desde o seu lançamento, a CTA tem trabalhado em atividades como a troca de informações sobre botnets, ameaças móveis e indicadores de comprometimento (IoCs) relativos a ameaças persistentes avançadas (APTs) e exemplares de malwares avançados.

"Notáveis esforços cooperativos da CTA quebraram a versão 3.0 do código da CryptoWall, uma das mais lucrativas famílias de ransomware no mundo, totalizando mais de US$ 325 milhões resgatados. A pesquisa e as constatações da CTA forçaram os criminosos a desenvolver a versão 4.0 da CryptoWall, também descoberta pela CTA, o que resultou em um número bem menor de ataques bem sucedidos, comprovando o poder do compartilhamento de inteligência de ameaças da CTA", informa a entidade.

Juntos, os seis membros fundadores contribuem para o desenvolvimento de uma nova plataforma automatizada de compartilhamento de inteligência de ameaças, que assegure a troca de dados acionáveis de ameaças.

Quem é Michael Daniel

O Ex-coordenador de Segurança Cibernética da Casa Branca, durante o Governo Obama, Michael Daniel, esteve no Brasil por ocasião do NETMundial junto com demais autoridades da delegação Americana. Ele por diveras vezes se mostrou um defensor do modelo multistakeholder de governança da Internet.

No campo da segurança cibernética, chegou certa vez a admitir que os esforços governamentais tinham ficado aquém das expectativas. Isso porque os governos, de forma isolada,não podiam enfrentar o problema sem o envolvimento direto da sociedade e das empresas do mercado.

Ao proferir palestra em 2014 na "Billington Cybersecurity Conference", em Washington, Daniel praticamente teve uma antevisão do que viria ser futuramente a CTA de hoje, quando defendeu que o Governo Obama estava procurando uma forma alternativa de envolver o setor privado, sem depender da regulamentação tradicional e gerando um universo capaz de ser colaborativo no combate às ameaças.

Convém lembrar que, como política governamental de combate à ciberespionagem, os EUA, no Governo Obama, se envolveram numa crise diplomática com o Brasil, quando foram denunciados por prática de espionagem pelo ex-funcionário da NSA, Edward Snowden. E Michael Daniel estava na Casa Branca vivenciando bem de perto o problema. Talvez daí tenha vindo a compreensão de que esse problema envolve mais do que o aparato governamental de defesa.

"O futuro da segurança cibernética reside aqui. A colaboração da CTA permitirá a nós acelerar o ritmo de inovação enquanto trabalhamos para proteger a nuvem, dispositivos móveis e fornecer os melhores meios para prevenção de ameaças avançadas", destacou Gil Shwed, fundador e CEO, Check Point.

*Com informações da Cyber Threat Alliance.


NEC - Conteúdo Patrocinado - Convergência Digital
Multibiometria: saiba como ela pode cuidar da sua segurança digital

Plataforma Super Resolution, que integra espaços físicos e digitais, será apresentada pela primeira vez no Brasil no Futurecom 2018. Um dos usuários da solução é o OCBC Bank, de Cingapura. A plataforma permite o reconhecimento instantâneo das pessoas à medida que se aproximem da agência.

BT Brasil defende clientes de mais de 125 mil ataques cibernéticos/mês

De acordo com o diretor geral da operadora no Brasil, Alex Inglês, em 12 meses, a companhia ‘defendeu’ cerca de 18 mil ataques DDoS de larga escala, alguns chegando a 650 gibabits. Complexidade tributária afasta investimentos em rede no Brasil, afirma ainda o executivo.

EUA voltam a acusar China de espionagem cibernética

Agência de Segurança Nacional alega que os chineses violam acordo para restringir esse tipo de ‘ataque’ firmado em 2015.

No Brasil, 20% das PMEs quebram após ataque hackers

Levantamento feito com 285 empresas mostra que boa parte pagou resgate para ter dados recuperados após ataque hacker. O pagamento é feito, em média, de 0,3 a 0,4 do valor de um bitcoin (R$ 9,6 mil). Entre as PMEs pesquisadas, seis de cada 10 admitiram ter sido contaminadas por malware.

Brasileiro desconfia que Lei de Proteção de Dados não vai 'pegar'

Pesquisa mostra que 58% não estão confiantes de que a legislação trará os avanços necessários para a proteção dos dados. Maioria se mostrou bastante preocupada com ataques hackers e de vírus cibernéticos.



  • Copyright © 2005-2018 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G