Convergência Digital - Home

O fim da era dos serviços tradicionais nos data centers

Convergência Digital
Convergência Digital* - 16/02/2017

Está acontecendo uma expansão dos data centers nas América Latina em função da maior adesão das empresas às terceirização da infraestrutura, sustenta estudo da consultoria Frost & Sullivan, divulgado nesta quinta-feira, 16/02. Segundo ainda o relatório, com a demanda maior, os data centers atraem os investimentos de fundos de private equity.

"A necessidade de soluções de tecnologia não é exclusiva dos departamentos de TI", pontua o analista da Industria de Transformação Digital da Frost & Sullivan, Mauricio Chede. "Áreas como marketing, vendas e finanças estão demandando e adquirindo soluções de TI para suas operações, impulsionando os provedores a serem mais consultivos, apresentando as melhores soluções de tecnologia que se adequam a cada departmanto da empresa", completa.

De acordo com o relatório Data Center Services Market in Latin America, da Frost & Sullivan, a receita desse mercado na América Latina em 2016 foi de US$ 2,87 bilhões e a projeção de receita é de US$ 4,37 bilhões para 2021. Hosting dedicado foi o serviço mais demandado em 2016 com 49,2% de representatividade, seguido por recuperação de desastre com 21,3%, storage com 19,4% e colocation com 10,1%.

Apesar de serviços de colocation sofrerem com comoditização e baixas margens, existem provedores que focam suas estratégias em oferecer esse serviço, para players de cloud computing ou empresas que não possuem infraestrutura local e alugam espaço dentro dos data centers. O levantamento mostra ainda que o Brasil representou 47,6% do mercado total em 2016, seguido por Mexico com 25,8%, Chile 8,5%, Colombia 7,6%, Argentina 6,7% e Peru com 3,8%.

O relatório da consultoria orienta que, em função da alta competição, as ofertas tradicionais de data center não são mais suficientes. Ainda de acordo com a Frost&Sullivan, os provedores precisam oferecer serviços de mais alto valor agregado como por exemplo serviços gerenciados de computação na nuvem para se manterem competitivos, evitando comoditização e prevenindo erosão de preços vindo das ofertas mais tradicionais.

Os analistas sustentam que os clientes preferem a flexibilidade do pagamento por uso proporcionado pela computação na nuvem. De modo similar, serviços gerenciados vão inaugurar uma era de modelos híbridos que combina infraestrutura com serviços que consigam se adequar as principais necessidades dos clientes.

*Com informações da Frost & Sullivan

Facebook Twitter Google+ LinkedIn Email Addthis

Destaques
Destaques

Mercado de computação em nuvem foi de R$ 2,25 bilhões no Brasil

Estudo da ABES mostra que o segmento registrou uma expansão de 47,4% em 2016, tendo como base os dois principais serviços - Software como Serviço (SaaS) e PaaS (plataforma como Serviço). O segmento de análise de dados faturou US$ 809 milhões

Nuvem não é e não será gratuita

Os departamentos de TI precisam aceitar o fato de que só porque um aplicativo está na nuvem, não significa que ele esteja economizando dinheiro ou alcançando um retorno sobre o investimento maior.



Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Veja mais artigos
Veja mais artigos

Criando uma arquitetura analítica para o futuro

Por Stephen Rigo*

O custo de não ter a arquitetura analítica adequada é alto, já que esse fator pode gerar problemas de incompatibilidade, governança, segurança, falta de acordos de nível de serviço, escalabilidade e problemas de extensibilidade.

O uso inteligente do Big Data a favor da indústria

Por Marlos Bosso*

Os impactos da revolução 4.0 são inevitáveis. Identrificar o que está por vir é o desafio dos executivos.


Copyright © 2005-2016 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site