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Planejamento estima gastar R$ 16 milhões em nuvem coletiva para órgãos federais

Convergência Digital
Luís Osvaldo Grossmann - 08/03/2017

O governo federal estima em R$ 16,6 milhões a contratação, ainda em 2017, de serviços de computação em nuvem para, no mínimo, 40 órgãos federais. Conforme o termo de referência que está em consulta pública, a compra coletiva deverá ser feita por pregão e na modalidade de registro de preços, com dois fornecedores distintos. 

Assim, a proposta é de divisão dessa contratação coletiva em três lotes, sendo os dois primeiros para o serviço de ‘nuvem’ em si, sendo 60% no primeiro e 40% no segundo, ficando para o terceiro lote o suporte técnico, treinamento e gerenciador ‘multinuvem’. “Os Lotes 1 e 2 serão adjudicados a licitantes necessariamente distintas, caracterizando atendimento à necessidade de contratar mais de um provedor”. 

Segundo a Secretaria de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, a separação atende orientação do TCU e dá mais segurança aos órgãos públicos, ao tentar evitar aprisionamento a um único fornecedor e viabilizar preços menores na licitação. 

“Corroborou ainda a necessidade de contratar mais de um provedor, os riscos elencados no Acórdão no 1.739/2015 do Tribunal de Contas da União, relativos a necessidade de considerar oportuno mais de um provedor como alternativa de Plano de Continuidade, a necessidade de viabilizar a transferência de operações de um provedor de computação em nuvem para um provedor alternativo, a necessidade de assegurar continuidade dos serviços no caso de interrupções planejadas ou não, e assegurar nível de serviços adequados, entre outros”, diz o termo de referência. 

Além disso, a STI elenca a “heterogeneidade” dos clientes e garantias de segurança para sustentar que “a recomendação aos órgãos será de sempre contratar dois provedores para mitigar risco de descontinuidade de serviços críticos”. “Para o objetivo de garantir a continuidade dos serviços, cada uma das licitantes vencedoras deverá prover os serviços a partir de, no mínimo, duas localidades geograficamente distintas, em distâncias superiores a 30 km”.

O texto completo do termo de referência ficará em consulta pública até 24/3. Originalmente essa consulta se dá pelo portal Participa.br, mas por falhas técnicas que até aqui não permitem acessar por ali, a proposta também foi colocada no site do Governo Eletrônico e pode ser conferida neste link. As sugestões devem ser encaminhadas por email para cgser@planejamento.gov.br.

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