SEGURANÇA

Symantec identifica ciberataques em 16 países com malware da CIA

Luís Osvaldo Grossmann ... 10/04/2017 ... Convergência Digital

Aos poucos empresas de segurança e de equipamentos de rede vão obtendo mais detalhes sobre o uso de malware financiados pela CIA para espionagem eletrônica. Nesta segunda, 10/4, a empresa americana de software de segurança Symantec publicou ter identificado ataques com essas ferramentas em pelo menos 16 países. 

Segundo a Symantec, os ataques usaram ferramentas descritas nas denúncias do Wikileaks conhecidas como ‘Cofre 7’. A empresa associou esses ciberataques com um grupo de hackers que chama de Longhorn, que atuaria frequentemente desde 2011 – embora possivelmente desde 2007. 

“As ferramentas usadas pelo Longhorn seguem de perto o desenvolvimento e as especificações técnicas reveladas pelo Wikileaks. O grupo Longhorn compartilha alguns dos mesmos protocolos criptográficos especificados nos documentos do ‘Cofre 7’, além de seguir táticas ali descritas para evitar detecção. Dada as similaridades entre as ferramentas e técnicas, há pouca dúvida de que as atividades do Longhorn e os documentos do ‘Cofre 7’ são trabalho do mesmo grupo”, diz a Symantec em seu blog

Segundo a Symantec, esse grupo usou vários Trojans de backdoors e vulnerabilidades ‘zero day’ para atacar, tendo se infiltrado em governos e organizações multinacionais, além e alvos financeiros, operadoras de telecomunicações, empresas de energia, aeroespaciais, de tecnologia da informação, educação e recursos naturais. “Longhorn infectou 40 alvos em 16 países no Oriente Médio, Europa, Ásia e África”, diz a empresa, que também cita pelo menos um caso de infecção nos Estados Unidos. 

Os malware do Longhorn “parecem criados especificamente para operações de espionagem, com sistemas detalhados de impressões digitais, além de capacidades de descoberta e extração”. “Antes dos vazamentos do ‘Cofre 7’, a Symantec entendia o Longhorn como uma organização com recursos e envolvida em operações de coleta de inteligência. Essa análise era baseada na escala global de seus alvos e no acesso a um arco abrangente de malware e exploits de ‘dia zero’. O grupo parece atuar no padrão semanal de segunda a sexta, baseado em marcas temporaris e datas de registros de domínio, um comportamento que é consistente com grupos patrocinados por Estados.”


Soluções de Segurança para a Sociedade
Não delegue a segurança cibernética apenas para a TI

Para mitigar os riscos com ataques hackers, toda a corporação precisa se unir, adverte Jun Goto, vice-presidente Sênior da NEC Corporation.

Mutação do Wannacry determina novo alerta à Segurança da Informação

Variante do ransomware - que parou várias empresas em 2017 - causou estragos na Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC), fabricante de chips e fornecedora da Apple. Orientação dos especialistas é cuidar da atualização dos sistemas.

Custo de dado roubado ou perdido no Brasil fica, em média, em R$ 268

Levantamento apura ainda que o tempo médio para conter uma violação de dados no Brasil está em 100 dias. Já o tempo para identificar a violação dos dados caiu de 250 dias para 240 dias.

Bancos ingleses têm três meses para mostrar planos de segurança cibernética

No Brasil, resolução do Banco Central, de abril deste 2018, deu um ano para que as instituições financeiras aprovem políticas de segurança e planos de resposta a incidentes.

Malware mineradores de criptomoedas crescem 629% no 1º trimestre

Relatório de segurança mostar que os hackers invadiram o mundo das bitcoins sequestrando os navegadores das vítimas ou infectando seus sistemas para minerar criptomoedas legítimas. Amostras recolhidas chegaram a 2,9 milhões nos três primeiros meses do ano.



  • Copyright © 2005-2018 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G