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Análise de dados evita R$ 374 milhões em fraudes no seguro-desemprego

Convergência Digital
Luís Osvaldo Grossmann - 18/04/2017

O cruzamento de dados do Ministério do Trabalho, Caixa Econômica Federal e Receita Federal já bloqueou 21,3 mil pedidos de seguro-desemprego desde que entrou em funcionamento, em dezembro de 2016. Segundo a pasta, até aqui esse bloqueio a partir de análise de dados significou uma economia de R$ 374 milhões no que, indica seriam tentativas de fraudes para receber o benefício.

“Foi feito um mapeamento das ações e começamos a verificar a incidência de determinados padrões. Esse sistema antifraude foi então desenvolvido a partir de trilhas de auditoria onde são estabelecidos parâmetros, que são aqueles padrões detectados em situações anteriores de fraudes”, explica, em entrevista ao portal Convergência Digital, o coordenador geral do seguro-desemprego e abono salarial, Jonas Santana Filho,

“Começamos a operar o sistema em dezembro, com dados a partir de agosto, e até a data de hoje foram quase 22 mil bloqueios. Esse sistema antifraude faz o cruzamento das bases existentes e dos pedidos que chegam. Faz um primeiro filtro, depois faz uma segunda analise para tirar os falsos positivos, e depois passa por uma análise humana. A taxa de sucesso é acima de 99%”, diz o coordenador. 

 As fraudes são comunicadas à Polícia Federal. Quem tiver o seguro-desemprego bloqueado é comunicado e deve procurar o Ministério do Trabalho. Mas segundo o coordenador-geral do seguro desemprego, “não chegam até aqui a 100 reclamações, sendo que parte disso também suspeitamos que são ainda fraudadores tentando descobrir informações sobre o sistema”. 

O Ministério investiu R$ 72 milhões no desenvolvimento desse cruzamento de dados e avisa que por enquanto os números dizem respeito ao uso de apenas uma trilha de auditoria – mas que outras 30 serão adicionadas até meados deste 2017. Daí a estimativa de que a economia com benefícios que não serão concedidos chegará a R$ 1,25 bilhão até o fim deste ano.

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