GOVERNO

Governo Temer não abre mão de uniformizar a cobrança do PIS/Cofins

Ana Paula Lobo* ... 20/04/2017 ... Convergência Digital

O governo mantém o plano de mudar os regimes do PIS e da Cofins. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o assessor especial da Presidência da República, Gastão Alves de Toledo, revelou que a ideia, nesse primeiro momento, é uniformizar o regime, tornando as contribuições não cumulativas a todos os segmentos. A mudança deve ser apresentada em breve por meio de uma medida provisória. Esse texto está sendo elaborado pela Receita Federal e, depois de enviado à Presidência, ainda passará por uma análise da equipe econômica.

Segundo Gastão, no entanto, dois pontos importantes estão sendo levados em consideração: permissão para todas as deduções dos insumos pelas empresas – sem restrição – e ainda a possibilidade de o prestador de serviços optar por permanecer na situação atual em que se encontra (nesse caso, em outro regime, o cumulativo), mas com uma alíquota única. Em qualquer uma das hipóteses, de acordo com as informações do assessor especial do presidente Michel Temer, haverá reajuste. O argumento é que a União precisa compensar as perdas geradas com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que retirou o ICMS da base de cálculo das contribuições.

“Não há a intenção de aumentar a arrecadação, mas apenas mantê-la”, afirmou Gastão. Ele afirmou ainda que estão sendo realizados estudos fora do âmbito da Receita Federal para assegurar que a alíquota ajustada garantirá exatamente os valores perdidos com a retirada do ICMS. Atualmente existem duas sistemáticas para os cálculos do PIS e da Cofins: o não cumulativo, que se tornaria o único, e o cumulativo, que passaria a existir somente para os que optassem em continuar nele.

O não cumulativo, hoje, é seguido pelas empresas que apuram pelo lucro real (com exceção às instituições financeiras, cooperativas de crédito e planos de saúde). Esse regime permite que as empresas descontem certos gastos que tiveram para produzir os seus produtos. E, por permitir a compensação, as alíquotas são maiores: geralmente 9,25% (somadas as duas contribuições). Já o regime cumulativo não permite a compensação. As alíquotas, nesse caso, não passam de 4,65%. É seguido especialmente pelas empresas que apuram pelo lucro presumido e optantes do Simples.

A possível mudança nos regimes do PIS e da Cofins é o mais novo pesadelo da área de TIC, que ainda negocia a volta da desoneração da folha de pagamento para as empresas de serviços e software de Tecnologia. Em março, o presidente da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo, foi taxativo ao afirmar que a mudança seria uma catástrofe.

"Quando se transforma um regime cumulativo que não é ideal e o transforma para um regime não cumulativo e diz que haverá uma equalização com outros setores, preocupa. A indústria está com uma alíquota de 9,25%, quando a do setor é de 3,25%. Se for feita a equalização simples, haverá um incremento imenso no imposto".

Estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) estima que, caso aprovada, a Reforma do PIS/Cofins implicaria na eliminação de cerca de dois milhões de postos de trabalho. No setor de call center, as demissões, revelou a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), podem chegar a 1 milhão. No segmento de Telecom, as empresas calculam um prejuízo superior a R$ 2 bilhões por ano. Já o segmento de tecnologia da informação prevê o desaparecimento de um em cada cinco postos de trabalho.


Cobertura Especial do 2º Seminário Brasscom de Políticas Públicas & Negócios 2017

Telebras desbanca teles e assume rede da Dataprev por R$ 292 milhões

Estatal assume rede que interliga 1,7 mil agências do INSS e data centers no lugar da Embratel, Telefônica, Oi e British Telecom.



Clique aqui e acompanhe a cobertura completa do evento

Receita desestimula a inovação e o empreendedorismo

Movimento de articulação do ecossistema empreendedor, o Dínamo lançou um manifesto para contestar a regulação da tributação dos rendimentos decorrentes dos contratos de participação de investimento-anjo.

Governo simplifica vida do cidadão e dispensa reconhecimento de firma

Decreto do governo desobriga ao cidadão de reconhecer firma de documento já existente em base de dados. Burocracia será substituída por uma 'Carta de Serviços'. Nova norma foi publicada no Diário Oficial da União.

BNDES tem novo modelo de financiamento em infraestrutura

No lugar dos empréstimos-ponte, banco vai adotar “empréstimos sindicalizados”, ou seja, concedidos por um conjunto de bancos. Instituição torce para o interesse de bancos estrangeiros nesses negócios.

GovData marca início da gestão centralizada da TI no governo

Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicações vai subsidiar e intermediar o acesso às informações guardadas por Serpro e Dataprev, em modelo de assinatura anual à plataforma. O ministério de Desenvolvimento Social e Agrário fez um piloto e o tempo de análise de dados, que era de 40 dias, caiu para um dia.


Acompanhe a Cobertura Especial do WCIT 2016

Fim da gestão do Governo dos EUA abre nova era para a Internet

Desde 1º de outubro, as funções técnicas da internet – nomes, números e protocolos – não envolvem mais um contrato da ICANN com o governo americano. “O Brasil influenciou nessa transição”, diz o secretário-executivo do CGI.br, Hartmut Glaser. 


Acompanhe a Cobertura Especial do WCIT 2016

  • Copyright © 2005-2017 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G