SEGURANÇA

Brasil fica no top 10 dos países mais atingidos pelo ransomware WannaCry

Ana Paula Lobo ... 15/05/2017 ... Convergência Digital

Após o ataque do ransomware Wannacry na última sexta-feira, dia 12 de Maio, muitos sistemas foram atualizados mas o risco continua grande segundo as últimas estatísticas obtidas pela Avast. Na lista de paises é possível ver a porcentagem dos computadores que ainda não atualizaram os sistemas operacionais com a atualização MS17-010 da Microsoft.

Sem isso e sem uma solução de segurança com antivírus, os usuários continuarão vulneráveis aos ataques. Em termos globais, 15% dos usuários da Avast ainda não aplicaram a atualização. Os dados foram obtidos nesta segunda-feira, 15 de Maio de 2017, às 07h38 (hora de Brasília).

De acordo com a Avast, o Brasil possui 17,56% dos dispositivos vulneráveis ao ransomware WannaCry, com 2114 detecções constatadas do ransomware, apesar de a empresa de segurança não revelar em quais verticais. A Rússia foi o país mais atingido com 20,84% de dispositivos vulneráveis e a detecção de 113,692 worms. O segundo país mais vulnerável é a Indonésia, com 20,49%, mas com apenas 394 detecções comprovadas.

O Brasil é o quinto país com worms detectados ficando à frente dos Estados Unidos, com 716 detecções e da Argentina, com 742 detecções. O Brasil só fica atrás de países como Ucrânia - 26,658, Taiwan, 22,736 e Índia, 4108 de detecções do ransomware que, de acordo com dados globais, teria atingido cerca de 200 mil usuários, em 150 países. O worm "Wannacry", bloqueia arquivos dos usuários e exige o pagamento de uma quantia em bitcoins, a moeda virtual, difícil de rastrear, caso desejem recuperar o acesso.

Pagamentos

De acordo com a ESET, o pedido de resgate é de US$ 300 em Bitcoins e apesar de infectarem mais de 200.000 sistemas, é estimado que os criminosos tenham conseguido receber um pouco mais de US$ 50.000. No entanto, as vítimas devem adicionar o custo da perda de produtividade causada pela infecção.

"O Wannacryptor é um malware perigoso que age silenciosamente dedicado a roubar informações ou destrui-las em uma data programada pelos criminosos. ", afirma Camilo Di Jorge, Presidente da ESET Brasil. A maioria das detecções aconteceu na sexta-feira, 12 e no sábado, 13. Os dados indicam que a situação está sendo controlada melhor em algumas regiões e, se não surgir uma nova variante com mudanças significativas, as infecções tendem a diminuir.

"Este incidente deve servir como um alerta para melhorar muitos aspectos relacionados com a segurança cibernética das empresas. É importante seguir as boas práticas de segurança sem cair em desespero, e como sempre recomendamos: se for vítima de algum golpe, não faça o pagamento solicitado pelos criminosos, já que a devolução de seus dados e arquivos não é garantida. Além disso, pagar o resgate incentiva ainda mais a prática desses ataques pelos criminosos.", conclui Di Jorge.


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