TELECOM

Oi reconhece um total em dívidas de R$ 64 bilhões

Luís Osvaldo Grossmann ... 19/05/2017 ... Convergência Digital

A Oi reconhece dívidas de R$ 63,95 bilhões, conforme nova lista apresentada à 7a Vara Empresarial do Rio de Janeiro e em que pese serem listados mais de 55 mil credores, apenas nove grupos concentram quase 90% do total devido pela operadora brasileira. 

No topo estão os americanos NY Mellon e Citigroup, que representam credores com R$ 32,3 bilhões em títulos da tele em recuperação judicial. Em seguida vem a Anatel, que sozinha cobra R$ 11 bilhões em multas aplicadas e não pagas pela Oi. Banco do Brasil, BNDES, Caixa e Itaú somam outros R$ 10,5 bilhões. Com o China Development Bank (R$ 2,2 bi) e o BNP Paribas (R$ 1 bi), o montante soma R$ 57 bilhões do total. O BNDES é o único de toda a lista a contar com garantias reais.

A lista inclui vários outros bancos (Bradesco, Votorantim, Crédit Agricole, etc), além de dívidas trabalhistas de R$ 912 milhões e pendências com microempresas, apresentadas também separadamente, de R$ 68 milhões. Há ainda R$ 138 milhões em pendências com a Nokia Siemens, R$ 58 milhões com a Huawei e R$ 31 milhões com a Ericsson. 

Haverá um prazo de 30 dias para contestações à nova lista. Enquanto isso, na véspera da divulgação a 7a Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde corre a recuperação judicial, prorrogou por mais 180 dias a suspensão das cobranças contra a tele. Ou até que a Assembleia de credores defina o futuro da operadora. A proposta à mesa é de abatimento de 70% da dívida e a conversão do restante em até 38% da empresa. 


Segue a sangria nas linhas de telefonia fixa no Brasil

Em novembro, foram contabilizadas 135.964 mil linhas a menos e o país fechou o décimo primeiro mês de 2017, com quase 41 milhões de linhas ativas. Oi, Claro, TIM e pequenos prestadores de STFC puxaram a queda de linhas em serviço.

Plano da Oi prevê investimentos abaixo do necessário, diz Anatel

Para agência, os R$ 4 bilhões previstos de dinheiro novo na operadora não são suficientes para que a Oi alcance o nível anual de aportes dos concorrentes. “Se não acompanhar, vai continuar perdendo mercado”, diz Juarez Quadros. 

Claro repete que há muitas operadoras no Brasil e resiste à entrada dos chineses na Oi

"O mercado já está instável com quatro operadoras. Os chineses têm uma mistura com o governo. Com quem iríamos brigar?", criticou o presidente José Félix. Não é a primeira vez que a Claro diz que o mercado nacional comporta apenas três players.

Eletrosul testa suporte por satélite com Telebras e Hughes

Com 11 mil km de linhas de transmissão, a empresa é responsável por aproximadamente 10% do sistema de transmissão do País. Piloto terá duração de 60 dias.

Rede fixa três vezes maior do que a das rivais será o futuro da Oi

O diretor de Tecnologia de Redes e Sistema da Oi, Pedro Falcão, sustentou que o backbone óptico e as redes metropolitanas são a 'joia da coroa' e despertam a ambição dos concorrentes. "A Internet de Tudo exigirá muita rede fixa", frisou.

Oi unifica mainframes para acelerar serviços digitais

Tele também montou o Centro de Gerência de Serviços, em Brasília, com a missão de unificar as ações em áreas como recarga de pré-pago e faturamento.


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A edição de 2017 do Painel Telebrasil enfatizou a necessidade de atualização do modelo de telecomunicações e a definição de uma agenda digital para o País.

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