Convergência Digital - Home

Maior parte das empresas nacionais não têm 25% dos seus serviços na nuvem

Convergência Digital
Da redação - 27/07/2017

O IT Brazil Snapshot, estudo realizado pela Logicalis, provedora de serviços de TIC, revela que, hoje, 82% das organizações nacionais têm alguma aplicação em nuvem, porém, apenas 15% delas têm 75% ou mais do seu ambiente nesse modelo.

O levantamento mostra também que  51% das organizações acreditam que, tanto elas quanto os concorrentes, têm nível de maturidade intermediário. No entanto, 42% dos participantes afirmam que não estão no patamar ideal e se cobram para alcançar um nível de excelência. A exigência é ainda maior no segmento financeiro, onde não há espaço para erros – 62% dos gestores de TIC entrevistados entendem que, especialmente nesse setor, o ideal é chegar à excelência.

A quarta edição da pesquisa, realizada em parceria com a Somatório Pesquisa e Informação, entrevistou 205 empresas, entre novembro de 2016 e fevereiro de 2017, com o objetivo de avaliar o nível de maturidade e de adoção de novas tecnologias nas empresas brasileiras.

De acordo com o IT Brazil Snapshot, a computação em nuvem finalmente se consolidou como uma realidade e as decisões nas empresas deixaram de ser sobre a possibilidade de migrar para cloud e passaram a ser sobre quando e quais aplicações migrar. No entanto, apesar da alta taxa de adoção entre os respondentes da pesquisa, a maior parte (66%) ainda não tem nem 25% dos serviços em cloud – e a principal barreira para adoção continua sendo a tecnologia em si (40%), comprovando que ainda há gaps de entendimento sobre a nuvem.

Além de ser o ano de consolidação da tecnologia, 2016 registrou o fortalecimento da cloud híbrida, que já é utilizada por 40% das empresas brasileiras. A nuvem privada, por sua vez, passou de 46%, em 2013, para apenas 25% no ano passado – comprovando a mudança no perfil de contratação de cloud pelas organizações. Já a nuvem pública permanece estável desde a primeira edição da pesquisa, sendo usada por cerca de 7% das organizações.

O crescimento do uso de nuvem possibilita a migração gradual da aquisição de equipamentos (CAPEX) para a contratação de serviços (OPEX). No ano passado, 41% dos gastos com TI foram destinados à equipamentos e 59% à serviços, sendo aplicações e softwares o principal foco desses investimentos (22%), seguido por prestação de serviços (19%), data center (16%) e telefonia/conectividade (11%). Esse movimento deve se intensificar ainda mais em 2017, quando os gastos de TI do tipo OPEX irão crescer cerca de 2%.

A nuvem não só possibilita o aumento da contratação de tecnologias como serviço, mas também de soluções de mobilidade, levando cada vez mais agilidade e flexibilidade aos negócios. Atualmente, a adoção de soluções móveis visa, principalmente, a automação de força de vendas (36%) e o aprimoramento de ferramentas de gestão/ERP (24%), permitindo aos executivos acesso a informações e tomada de decisões a qualquer hora e de qualquer lugar.


Destaques
Destaques

Computação em nuvem protagoniza investimentos no Brasil

Crescimento anual das ofertas de cloud é estimado em 26% até 2022. Já os aportes em em Inteligência Artificial vão crescer 29% nos próximos quatro anos.

Embratel: Ao definir preferência pela nuvem, governo agiliza jornada digital

Definição nas compras governamentais por cloud first transforma a contratação de serviço, pontua o gerente executivo de vendas de TI da Embratel, Odélio Horta Filho. Compras governamentais e o uso das novas tecnologias como IA, Machine Learning e IoT serão tema de debate no Brasscom TecFórum, em Brasília.



Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Veja mais artigos
Veja mais artigos

Edge Computing para acelerar os negócios das empresas brasileiras

Por Henrique Cecci*

O que é, afinal, Edge Computing? Trata-se da aplicação de soluções que facilitam o processamento de dados diretamente na fonte de geração de dados. No contexto da Internet das Coisas (IoT), por exemplo, as fontes de geração de dados geralmente são "coisas" com sensores ou dispositivos incorporados.

Intuição versus análise de dados na gestão

Por Douglas Scheibler*

O poder decisório significa alta responsabilidade e inúmeros riscos. Neste cenário caótico, analisar dados é indispensável e é o que justifica uma determinada medida ser considerada como correta, em um cenário específico, em detrimento de outras.


Copyright © 2005-2016 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site