SEGURANÇA

Internet das Coisas vira o inimigo nº 1 da Segurança da Informação

Ana Paula Lobo ... 03/08/2017 ... Convergência Digital

Se fosse possível não conectar os dispositivos de Internet das Coisas essa seria a melhor alternativa para os usuários evitar os riscos de ataques hackers, pontuou nesta quinta-feira, 03/08, para a imprensa, em evento em São Paulo, o CTO da Avast, Ondrej Vlcek. O especialista não teve receito de dizer: Internet das Coisas já é o inimigo nº 1 da Segurança da Informação.

"IoT é um pesadelo para quem lida com Segurança. São diferentes sistemas operacionais e software e não há nenhum controle dos fabricantes. Nos próximos anos, com todos os objetos conectados e assim será mesmo, vamos viver um grande dilema de proteção dos dados coletados. Há 'maus meninos' já atentos a eles", preconizou Vlcek. Segundo ele, hoje, a Avast já destina 25% do seu time de Pesquisa e Desenvolvimento para a criação de produtos de proteção para IoT. "Ainda não temos nenhum pronto", revela.

No evento, a Avast revelou que hoje, um em cada cinco dispositivos está vulnerável; 22,3% das Webcams estão vulneráveis, uma em cada 10 impressoras e 30% dos roteadores têm senhas fracas. "Isso é uma porta para o cibercrime, que está sofisticado", ressalta o CTO da Avast. Retornando para os dispositivos IoT, Vleck adverte para a 'escravidão' do hardware e do software. Ele lembra do ataque Mirai que, no ano passado, contaminou 900 mil roteadores da operadora alemã Deutsche Telekom.

Nos Estados Unidos, sinaliza Vlcek, a FCC, a Anatel norte-americana, quer normatizar o uso de dispositivos IoT, em função dos riscos da Segurança Nacional e abriu uma consulta pública para tratar da questão. "Não duvido que a Europa e aqui mesmo no Brasil essa linha de atuação também vá em frente. Internet das Coisas é um risco real e bem próximo", concluiu o executivo.


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Pelo acordo a ser assinado, grandes empresas de tecnologia prometem "proteção igualitária" a clientes contra o uso indevido de sua tecnologia. "Independente da nacionalidade, geografia ou motivação do ataque", asseguram. Entretanto, o comunicado do acordo não deixa claro quanto isso vai custar aos clientes.

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Brasil foi o 5º país mais visado por esse tipo de ataque no ano passado. "Não se trata de ser ou não atacado. O ataque vai acontecer, o que precisa é estar preparado", diz o  Gerente de Sistemas do NIC.br, Marcelo Gardini.

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