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Jovem brasileiro quer inovação, mas também quer carteira de trabalho

Convergência Digital - Carreira
Convergência Digital* - 18/09/2017

Uma pesquisa feita com jovens brasileiros entre 18 e 32 anos mostra que 48% deles acreditam que o emprego ideal está em empresa de Tecnologia. Outros 49% acreditam que oi melhor emprego é o negócio próprio. O levantamento aponta também que 37% dos jovens ainda querem construir carreira em grandes corporações - 37%. A Google aparece como a empresa dos sonhos para se trabalhar perante 31% dos entrevistados, seguido da Apple e Microsoft (empatados com 3%), Netflix e Facebook (1%). O estudo foi feito pelo Centro de Inteligência Padrão, do Grupo Padrão.

O executivo responsável pelo estudo, Roberto Meir, explica que o interesse desses brasileiros de 18 a 32 anos, considerados da geração Millennial, por empresas de tecnologia, se deve ao fato de essas companhias conseguirem engajá-los. “Elas conectam os jovens com a sua história, contam fatos verdadeiros sobre como o criador da companhia superou dificuldades, por exemplo, e os jovens brasileiros se inspiram em saber da trajetória de empreendedores que também foram jovens e conseguiram construir negócios importantes. Quando enxergam verdade, eles trabalham de corpo e alma dentro das empresas”, diz.

A pesquisa também aponta que, entre os que estão empregados, a modalidade CLT ainda é maioria 29%. Entre toda a amostra, 54% dos entrevistados se consideram satisfeitos e muito satisfeitos com o trabalho atualmente. E 60% são contra a reforma trabalhista. Segundo Meir, o mercado brasileiro precisa olhar mais para os profissionais jovens para não perdermos talentos para outros países. "Se não tiver essa mão de obra mais para usar em favor do país, vamos começar a perder talentos, a exportar uma geração brilhante", ressalta.

Para os que estão em busca de uma oportunidade, a pesquisa revelou que as fontes prioritárias são os contatos pessoais (58%), sites de busca de emprego (56%) e as redes sociais (51%). Quanto aos critérios e às exigências para estar no mercado de trabalho, a maioria se mostrou flexível: 68% dos jovens concordam em aceitar empregos que paguem menos; 82% avaliam como possíveis as oportunidades que estejam fora de sua área de formação; 60% consideram uma outra cidade como local de trabalho, e 45% se dizem dispostos a trabalhar mais que 40 horas semanais.

Para os Millennials, que se consideram ambiciosos, trabalhadores e estudiosos, o papel das empresas é questionado: 76% discordam que as empresas atuam de forma ética; 75% discordam que estão comprometidas a melhorar a sociedade, e 71% discordam que há respeito aos funcionários. Já 63% dos Millennials concordam que existe falta de espaço para quem não tem experiência, porém reconhecem possibilidades de crescimento dentro das corporações e valorização dos jovens profissionais, com 45% e 39% de concordância.

Sobre o ambiente de trabalho, os respondentes indicaram como aspectos mais importantes o incentivo à geração de novas ideias e melhorias (54%); a comunicação aberta e transparente, (47%), e o compromisso com igualdade e inclusão (44%), frente a quesitos como horários e performance monitorados (8%), forte hierarquia e importância de cargos (7%) e tempo reduzido para aprendizado (3%).

O resultado faz parte da pesquisa inédita “Millennials e a Geração Nem Nem”, realizada pelo Centro de Inteligência Padrão (CIP), em parceria com a empresa de pesquisa digital MindMiners, que levantou aspectos como carreira, valores profissionais, emprego dos sonhos - moradia, renda e despesas - prioridades de consumo e entendimento de conceitos como economia compartilhada por parte dos jovens.

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