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Claro Brasil: telecom tem empresas demais no País e precisa se consolidar

Luís Osvaldo Grossmann e Rafael Bengoza - 04/10/2017

Além das dificuldades fiscais e regulatórias que prejudicam o desempenho das operadoras de telecom, há empresas demais para disputar o pouco dinheiro no bolso dos brasileiros. Foi o que defendeu o presidente da Claro Brasil, grupo de Net, Claro e Embratel, José Félix, ao abordar as perspectivas do setor no Futurecom 2017, nesta quarta-feira, 04/10. Para ele, o ideal seriam apenas três grupos de infraestrutura na disputa.  

“Existe um certo receio de se falar em algumas coisas que são consideradas tabu. Nenhum país do mundo, com uma ou outra exceção, consegue ter tantas empresas de infraestrutura quanto tem o Brasil. Se cada uma dessas empresas tiver que fazer investimentos e depois disputar o retorno entre si, é evidente que o retorno fica complexo”, afirmou o executivo. 

“Em São Paulo, em grandes centros, pode ter quatro ou cinco empresas, no limite. Mas o ideal é que fossem três. É muita empresa para competir. E são sobrepostas. Agora, vai em uma cidade de 3 mil habitantes, com renda média anual de R$ 5 mil, R$ 10 mil, e vai querer cinco empresas competindo lá. Não vai acontecer”, insistiu Félix. 

Ele admite que essa consolidação já começou, como sugerem as grandes dificuldades da Oi, por exemplo. E nessa linha, José Félix afirmou que não tem interesse, ao menos no momento, em comprar o controle acionário da operadora. "Hoje não existe o menor interesse na companhia, até porque, como Marco [Schroeder, presidente da Oi] falou, ela tem que primeiro resolver seus problemas, equacionar a questão da dívida. Feito isso aí vão analisar outros movimentos. Hoje, nem pensar." Assistam à entrevista do presidente da Claro Brasil, José Félix.

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