Convergência Digital

Computação em nuvem muda o que é ser uma operadora de telecom

Luís Osvaldo Grossmann e Rafael Bengoza - 05/10/2017

O caminho para a computação em nuvem é tanto uma realidade como uma necessidade do setor de telecomunicações, apontam as próprias operadoras. Ao mesmo tempo, a virtualização das redes muda não só os negócios, como também o que significa ser uma tele nesse novo mundo, numa reinvenção do mercado, como apontou a Embratel durante o Futurecom 2017. 

“Muda totalmente o perfil de uma telco. A Embratel está se reinventando para deixar de ser uma operadora de mobilidade e conectividade para ser uma integradora de soluções. E uma integradora de soluções é responsável por tudo, não só pela conectividade ponta a ponta com o cliente, por garantir que o celular vai estar falando, mas também garantir que toda a solução do cliente final funcione’, disse o diretor Executivo de Soluções da Embratel, Mario Rachid. 

Para ele, “as teles caminham para serem service managers do mercado de nuvem. É uma evolução natural nossa. O setor já traz no seu cerne a questão de gerenciar múltiplas redes, algo que fazemos há muito tempo e bem. A nuvem é a base para esse movimento que a gente tem que fazer. Sem rede virtualizada por trás, não temos como evoluir. O mundo está se movendo para o aplicativo, para o software, e a gente precisa alavancar esse movimento, fazer disso uma oportunidade”.

O próprio mercado muda, insistiu Rachid. “Antes você tinha quatro ou cinco players, quando a gente falava em operadoras. Agora tem um mundo pela frente. Têm empresas pequenas, duas ou três, têm as grandes, e as grandes de TI que começam a se misturar. TI e telecom cada vez mais estão se misturando, e a gente tem que aprender a disputar com eles e como ser parceiros deles.” Assistam à entrevista com o diretor Executivo de Soluções da Embratel, Mario Rachid.

Facebook Twitter Google+ LinkedIn Email Addthis
Para Anatel, regulação não resolve a crise do setor

“O retorno está menor, mas a solução principal não é regulatória, é de mercado" afirma o conselheiro Leonardo de Morais. Presidente da Claro, José Félix, diz que o mercado vive um imenso jogo de 'rouba monte'.

Orquestrador da nuvem é o cérebro das novas aplicações

"É no orquestrador que há um espaço enorme para a Inovação", atesta Paulo Berarndocki, que durante dois anos atuou como CTO global da Ericsson e está de volta ao Brasil.

Com IoT da Embratel, Volvo tem 100% de recuperação de carros roubados

Conexão de objetos é uma prioridade no plano estratégico da operadora, revela o diretor de IoT e M2M, Eduardo Polidoro.


Futurecom 2017 - clique aqui e confira a cobertura completa.
Editora Convergência Digital
Copyright © 2005-2017 Editora Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site