Convergência Digital - Home

RNP vira broker de nuvem e busca parcerias com empresas privadas

Convergência Digital
Luís Osvaldo Grossmann e Pedro Costa - 20/10/2017

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, responsável pelo backbone e pela conectividade das universidades e institutos federais, vai começar a oferecer serviços em nuvem. O plano de negócios prevê que a RNP atue como broker, orquestrando diferentes fornecedores e responsável pela camada de escolha e contratação de serviços. 

“Estamos desenvolvendo um modelo de broker baseado em parcerias com os global providers, como Amazon, Microsoft, Google, IBM. E com empresas como Embratel, Vivo e Vert, que oferecem infraestrutura e serviços de nuvem hospedadas em datacenters nacionais e tem maior flexibilidade do ponto de vista do tipo de hospedagem de plataforma que vamos precisar. Vamos disponibilizar esses serviços através de uma camada de marketplace onde professores e pesquisadores possam escolher o tipo de serviço que melhor lhe serve, com menor preço e melhores condições. É na verdade um passo além do broker”, explica o diretor de serviços e soluções da RNP, José Luiz Ribeiro Filho. 

Os serviços em nuvem se valem de dois datacenters com capacidade de processamento de 4 petabytes, montados em contêineres e doados pela fabricante chinesa Huawei, em 2014, com os quais a RNP vem tocando ‘pilotos’ do que agora pretende oferecer em larga escala. Como um conjunto de equipamentos foi para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, em Manaus, o datacenter lá instalado faz o armazenamento de dados coletados na Floresta. De forma semelhante, há parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco, em Recife, onde está o segundo contêiner doado. Outro projeto é uma parceria com a Ancine, que usa o armazenamento da RNP e ferramentas de análise para avaliar o conteúdo da televisão. E há ainda a implantação de sistemas de processo eletrônico nas universidades, no que é a primeira implementação em nuvem para o Sistema Eletrônico de Informações.

Para suportar essa nova linha de serviços, a RNP está fazendo um upgrade na conectividade. A rede acadêmica nasceu ainda na década de 1990, mas em meados dos anos 2000 deu um salto ao migrar para fibra óptica, escorada em obrigações impostas à Oi quando da autorização de compra da Brasil Telecom. Até 2020, a RNP vai migrar para fibras OPGW do setor elétrico. São acordos que preveem compartilhamento e custarão à RNP apenas a eletrônica para acender as fibras, o que sinaliza duas décadas de atualizações a custo marginal. 

“O grande elemento viabilizador é a existência de uma rede com capacidade. Sem ela não adianta nuvem. Estamos concluindo um ciclo de atualização e vamos para o próximo. Para muitas universidades, conexão de 10 Gbps já não é suficiente. O trecho entre Sudeste e Brasília já vive congestionado. No novo ciclo vamos para múltiplos de 100 Gbps. Temos um acordo já firmado com a Chesf, compramos equipamentos e vamos acender essa fibra e dividir a capacidade com eles. E estamos em vias de fechar esse mesmo tipo de acordo com Eletrosul e Furnas", diz o diretor da RNP. Veja a entrevista exclusiva com o diretor da RNP.


Destaques
Destaques

Mais que frequência, 5G exige muita fibra e muita nuvem

Operadoras terão, com infraestrutura, capacidade de ter serviços tão rápidos quanto os ofertados pela TI, preconizou o diretor-executivo de Business Network Consulting da Huawei América Latina,  Guillermo Solomon.

CNJ alega risco à segurança nacional e suspende contrato do TJ/SP com a Microsoft

Para o conselheiro Márcio Schiefler Fontes, o TJ/SP entregou à Microsoft o controle total sobre a tramitação processual do maior tribunal do país.



Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Veja mais artigos
Veja mais artigos

Intuição versus análise de dados na gestão

Por Douglas Scheibler*

O poder decisório significa alta responsabilidade e inúmeros riscos. Neste cenário caótico, analisar dados é indispensável e é o que justifica uma determinada medida ser considerada como correta, em um cenário específico, em detrimento de outras.

Data Centers: agora é hora de ver acontecer

Por Gilberto Gonzaga*

O que recentemente era apenas uma tendência já pode ser observado na prática. A expectativa, agora, é que esses movimentos se consolidem cada vez mais e nos levem a uma nova era de conectividade, da qual a América Latina não ficará de fora.


Copyright © 2005-2016 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site