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Big data será ativo de análise antitruste

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Roberta Prescott e Pedro Costa - 08/11/2017

O big data entrou na pauta da análise concorrencial. Em debate no 31º Seminário Internacional ABDTIC, que acontece em São Paulo, Vinícius Marques de Carvalho, professor da USP, advogado e ex-presidente do CADE, levantou a questão de como as agências antitruste estão avaliando o tema. "A discussão cabe na medida em que big data é um ativo concorrencial", destacou. Mas como dados pessoais e big data devem ser analisados a partir da perspectiva antitruste?

Para Carvalho, até agora, a defesa da concorrência estava muito acostumada a lidar a partir do lado do mercado que se cobra, ou seja, a concentração de mercado em relação a captação de anunciantes, por exemplo. Mas, quando se tem acesso a um serviço, de graça, o produto é a pessoa e as autoridades de defesa da concorrência estão atentas e perceberam que precisam também fazer a análise do lado no qual o preço é zero. E o ativo que tem de ser analisado é o big data.

Contudo, reitera Carvalho, é preciso avaliar até que ponto big data é ativo tão essencial para competir nos mercados. "Em tese, é recurso não exclusivo e não rival. O fator de um usar não diminui a quantidade para a outra pessoa. O acesso a dados pessoais não é difícil nem raro", disse. Para ele, a vantagem competitiva real não está nos dados pessoais, mas na capacidade das empresas de lidar com os algoritmos para criar produtos, para resolver problemas ou para atender as necessidades do consumidor.

Em entrevista em vídeo para a CDTV, do portal Convergência Digital, Carvalho comentou como a questão do big data tem sido objeto de análise da defesa da concorrência. "Muito provavelmente você vai analisar o big data como mais uma variável competitiva". Assistam a entrevista.


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