SEGURANÇA

PROTESTE reprova antivírus usados nos celulares brasileiros

Convergência Digital* ... 28/11/2017 ... Convergência Digital

Um levantamento feito pela PROTESTE, Associação de Consumidores, mostra que os antivírus para celulares deixam muito a desejar e nenhuma marca avaliada alcançou boa performance em todos os requisitos técnicos avaliados. Entidade avaliou 22 versões pagas e gratuitas de antivírus para celular. Apesar dos maus resultados, não dá para ficar sem um antivírus instalado no aparelho.

Foram avaliados somente antivírus para celulares com sistema operacional Android. Isso porque não há mobile security para aparelhos com iOS, já que esse sistema é fechado, impedindo a existência de um antivírus dificultando muito a ação dos malware. Aconteceram três testes para a análise da performance dos produtos. No primeiro, foram instalados 500 tipos de malware em celulares e, em seguida, foram rodados os antivírus para verificar quantos eles conseguiriam identificar.

O resultado deixou a desejar. Enquanto há produtos que detectam e bloqueiam praticamente todos (como o Eset, o Bitdefender e o GData), tem outros que deixam escapar a maioria das ameaças (o CM Security só percebeu 157 delas). No geral, boa parte não detecta nem 80% dos problemas.

No segundo teste, a situação foi ainda pior. Foram simulados 500 ataques de diferentes phishings, ou seja, os técnicos entraram em sites coletam dados do aparelho (inclusive, as senhas do usuário) para observar se os antivírus conseguiam perceber o perigo. Nesse caso, vale saber que nove antivírus informam que não atuam contra phishings, o que é inadmissível, já que esse tipo de ataque é muito perigoso. Um dos aplicativos testados que diz ter o serviço não identificou nenhum phishing sequer: o 360 Security. Nenhum antivírus conseguiu detectar a totalidade (o melhor foi o Kaspersky, que encontrou 372 phishings).

Na última análise da PROTESTE, foi feito o download de 50 diferentes tipos de arquivo contendo malware, com duas intenções: primeiro, ver se o antivírus detectaria a ameaça antes que o arquivo fosse definitivamente baixado, avisando para o usuário não prosseguir; segundo, checar se, após o download tendo conseguido ser feito, o antívirus pegaria o problema ao realizar o escaneamento (também chamado de varredura).

Resultado: 12 produtos não avisaram a ameaça imediatamente. O Bitdefender também detectou apenas um malware. Entre os que não detectaram, G Data e Kaspersky acabaram surpreendendo depois, ao apontarem, respectivamente, 44 e 43 malwares no escaneamento. O McAffe foi o melhor na primeira análise, que é a mais importante, alertando para 45 ameaças antes que o arquivo fosse baixado. E, após o download, ele ainda conseguiu detectar mais duas ameaças. Ou, seja, atingiu quase 100% de eficácia, se levar em conta as duas análises.

Três marcas pouco seguras

Outro aspecto importante no teste foi a privacidade dos dados. Foi avaliado se os antivírus, na hora da instalação, passam dados não criptografados para o servidor dos aplicativos. Isso aconteceu com as duas versões do Norton, McAfee, Avira, Avast e 360 Security. Os três enviaram informações sobre o número de série do aparelho aos seus servidores e de terceiros. Porém, os dois últimos, mandaram forma não criptografada.

No geral, os antivírus não são difíceis de instalar e não oferecem grandes dificuldades de uso. Também possuem uma configuração padrão aceitável na maioria dos casos. E a memória do celular não ficará muito comprometida com o aplicativo. O que mais consome memória RAM é o 360 Security (149 MB), mais que o dobro de vários modelos.O Lookout foi o que usou menos (24 MB).

Apesar dos resultados de desempenho terem desapontado, a PROTESTE, ressalta que é impossível não instalar um antivírus no celular. O recomendado pela entidade, mesmo não atendendo a todas as espeficiações, foi o ESET, onde a versão gratuita é quase tão boa quanto a paga.


NEC - Conteúdo Patrocinado - Convergência Digital
Multibiometria: saiba como ela pode cuidar da sua segurança digital

Plataforma Super Resolution, que integra espaços físicos e digitais, será apresentada pela primeira vez no Brasil no Futurecom 2018. Um dos usuários da solução é o OCBC Bank, de Cingapura. A plataforma permite o reconhecimento instantâneo das pessoas à medida que se aproximem da agência.

Golpe oferece US$ 1,5 milhão por perfil vencedor do Facebook

Golpe diz que a pessoa teve o perfil como vencedor do prêmio do Facebook de 2019. A seleçaõ teria sido feita pela base de dados do computador central do Facebook. O golpe pede que o 'selecionado' responda por email.

Hacker alega ter acessado Autoridade Certificadora Raiz da ICP-Brasil

Integrante do grupo Hacker "Fatal Error Crew" publica informações sobre suposta invasão a servidores da Certisign, que dariam acesso ao Instituto Nacional de Tecnologia da Informação. Empresa nega sucesso na invasão e afirma que o hacker apenas acessou dados de servidores inativos desde 2017.

Brasil foi o sexto país mais afetado por vírus em apps da Google Play

Software, identificado como ANDROIDOS_MOBSTSPY , foi responsável por baixado mais de 100 mil vezes no mundo. O malware rouba informações como localização do usuário, conversas por SMS, registros de chamadas e itens da área de transferência.

Mais de 120 milhões de CPF de brasileiros vazaram de servidor mal configurado

O fato aconteceu em março deste ano e foi detectado pela empresa InfoArmor. O dono do servidor mal configurado não foi identificado. Os vazamentos se multiplicam no País. Só essa semana foram três: TIVIT, Sicredi e SKY.



  • Copyright © 2005-2019 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G