TELECOM

Claro repete que há muitas operadoras no Brasil e resiste à entrada dos chineses na Oi

Por Roberta Prescott ... 14/12/2017 ... Convergência Digital

O presidente da Claro Brasil, José Félix, voltou a defender que o País comporta no máximo três players de telecomunicações e afirmou que enxerga com preocupação a  entrada de chineses no mercado brasileiro. "Eu espero que os chineses não entrem porque vão chacoalhar um mercado que está instável. Seria bem crítico. Torço para se busquem novas alternativas de soluções", disse o executivo, em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (14/12).

Para ele, como a China tem uma dinâmica diferente com relação ao mundo ocidental, precisaria entender como seria o negócio. "Empresas e governo lá se misturam. Com quem iríamos brigar? Esta é uma questão que se coloca no ar e que é uma justificativa para preocupação", pontuou.

Félix também defendeu que, no modelo atual do mercado brasileiro, não é sadia a existência de cinco, seis operadoras. "Tendo quatro vai acontecer o que está acontecendo. O retorno do capital investido está abaixo no Brasil do que deveria ser", disse, citando como fatores causadores desta situação a quantidade de competidores, o baixo poder econômico do brasileiro, o baixo ARPU, os impostos altos e o fato de os investimentos em equipamentos serem feitos em dólares e o faturamento em real.

Os executivos presentes à coletiva demonstraram otimismo com 2018, principalmente, devido à crescente demanda por serviço de telecomunicações, com a banda larga, fixa e móvel, entre o desejo dos brasileiros. Félix ressaltou o crescimento da margem nos últimos anos e mais aceleradamente em 2017, como consequência de otimizações, ganhos de escala e sinergias entre as três empresas.

A Claro Brasil registrou Ebitda de R$ 7,8 bilhões nos nove meses de 2017, um crescimento de 4% frente aos R$ 7,5 bilhões dos nove primeiros meses de 2016. "Concluímos a consolidação das operações, juntando em uma única companhia o que já foram três empresas. Criamos a Claro Brasil uma das maiores empresas brasileiras", destacou.

Sobre as perspectivas da empresa para 2018, Félix destacou que a empresa segue otimista, acreditando no Brasil e vai manter investimentos. "Nossos produtos e serviços nunca foram tão essenciais, todos precisam de conectividade. Vamos manter rito de crescimento e almejando posições de liderança. Para acelerar e garantir a captura, nos organizamos com foco nos três segmentos  — residencial, pessoal e empresarial — que atuamos e de forma integrada e complementar", reforçou.

Félix também anunciou um programa de energia batizado de "A energia da Claro" que consiste em produzir energia limpa a partir de 45 fontes renováveis, o que, segundo a telco, vai gerar redução de até 50% na manutenção e custas de energia.  A empresa também fechou uma parceria com a Smiles, na qual o assinante da empresa acumula pontos para viagens.

Para os clientes que querem viajar é possível converter pontos do Claro clube para sua conta Smiles e resgatar passagens, reservas de hotéis, aluguel de carros e produtos e serviços. Já ao acessar o Shopping Smiles, o consumidor poderá transferir suas milhas para o Claro clube e utilizá-las para adquirir celulares, modens e pacotes de serviços. A conversão será de 1 milha = 1 ponto Claro.

 


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"O mercado já está instável com quatro operadoras. Os chineses têm uma mistura com o governo. Com quem iríamos brigar?", criticou o presidente José Félix. Não é a primeira vez que a Claro diz que o mercado nacional comporta apenas três players.

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