OPINIÃO

Por que 2018 será o ano do Contactless no Brasil?

Por Fernando Teles*
09/01/2018 ... Convergência Digital

Em 2017, investimos consistentemente na tecnologia contactless. Lançamos cerca de cinco wearables com diferentes emissores em um pouco mais de um ano, sem contar as soluções de transportes de cartões plásticos e os pays nos celulares.  Mas não desenvolvemos todas essas inovações no Brasil apenas por que estavam no nosso pipeline de produtos.

Investimos tempo, dinheiro e dedicação na tecnologia contactless por acreditar que essa é a grande tendência do futuro de pagamento e que podemos  impulsionar o desenvolvimento de toda a cadeia de pagamentos, do consumidor ao estabelecimento comercial, passando pelos governos e pelos emissores. Por isso, reafirmo o nosso compromisso de trabalhar em parceria com toda a indústria para fazer de 2018 o ano do contactless.

Primeiro, porque a experiência global da Visa mostra que os pagamentos contactless ganham força em mercados do mundo todo:

Mais de 30% das transações Visa na Ásia Pacífico já são contactless; os mercados líderes incluem Austrália (92%), Nova Zelândia (72%) e Singapura (63%). *
Na Europa, os pagamentos contactless já representam mais de 40% das transações. **
Em 2016, 85% dos participantes pesquisados na Austrália disseram ter um cartão contactless; em 2013, dois terços disseram ter um cartão contactless. ***
Mas por quê?

Um dos principais pontos é que a solução contactless pode facilitar a transição dos pagamentos em dinheiro para os eletrônicos, dando mais segurança e formalidade para os estabelecimentos comerciais, para os emissores e para a economia de modo geral. A Visa está ajudando os emissores a usarem a inovação a seu favor a fim de ficarem conectados com os consumidores e a expandirem sua estratégia de pagamento digital. Os pagamentos contactless podem ajudar a acelerar a estratégia digital dos emissores, fortalecendo seu engajamento com os clientes.

Além disso, a tecnologia é a principal resposta para um dos principais problemas modernos: a falta de tempo e a busca por agilidade. Já vivemos experiências que comprovam a diminuição do tempo das filas após implementação do terminal com contactless, principalmente em estabelecimentos e setores que se diferenciam pelo pronto atendimento como fast-foods, supermercados, drogarias, lojas de conveniência e transporte público.

Aliás, os estabelecimentos comerciais e as empresas de transportes são os que mais ganham com a popularização da tecnologia contactless. Soluções como os werables e os pays promovem eficiência operacional, pois reduzem os custos ligados à manipulação do dinheiro em espécie e o tempo dos clientes nas filas. Além disso, investir na tecnologia contactless, hoje, deixou de ser algo inovador e futuristíco e passou a ser mandatório.

Essa tecnologia emergente ajuda a melhorar as operações do estabelecimento comercial e tem o potencial de abrir caminho para novas tecnologias de pagamento. Segundo projeções, os terminais contactless representarão 77% dos terminais de pagamento no mundo até 2020, contra 46% em 2016 (Fonte: Timetric Report, 2016). Ou seja, ser um early adopter de novas tecnologias ajuda o estabelecimento comercial a continuar relevante no ecossistema de pagamento.

Sabemos que o desafio esse ano estará muito atrelado à questão comportamental e educativa. Teremos que mostrar ao consumidor que a tecnologia é segura e prática e o papel do varejo será fundamental nesse processo de pulverização da inovação.  A boa notícia é que, no Brasil, segundo dados dos adquirentes brasileiros, já contamos com mais de três milhões de POS habilitados com a tecnologia e as conversas com os segmentos de pagamento, de transporte e do varejo estão bem adiantadas para convergirmos para uma melhor experiência de uso para consumidores e estabelecimentos.

Seremos testemunhas, em 2018,  de projetos extremamente disruptivos e massificadores. Na Visa, um de nossos objetivos é melhorar as experiências do consumidor e nossa principal aposta para o ano que vem será a tecnologia contactless.

* Fonte: Dados da VisaNet, setembro de 2017
** Fonte: Dados da VisaNet, setembro de 2017.
***Reserve Bank of Australia - "How Australians Pay: Evidence from the 2016 Consumer Payment Survey, 2017”)

*Fernando Teles é country manager da Visa do Brasil


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