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Com exército de robôs, empresa nacional de cloud abre escritório nos EUA

Convergência Digital
Ana Paula Lobo - 12/03/2018

Criada em 2013, em Brasília, a Configr criou um exército de robôs, com tecnologia própria, para ofertar serviço de hospedagem em cloud server. "Somos bem mais do que um broker simples", observou um dos fundadores da empresa, Arthur Furlan, em entrevista ao Convergência Digital.

Em quatro anos, houve muitos avanços. São mais de 1500 clientes e, hoje, a Configr atende 27 startups do ecossistema do Distrito Federal. Os usuários da plataforma estão distribuídos em 17 estados. "Nosso diferencial é cobrar em reais e ter um preço flat. Os clientes sabem quanto vão pagar ao final do mês. E nossos robôs automatizam todo o processo de criação, configuração, otimização, gerenciamento e proteção do servidor em nuvem", acrescenta Furlan.

Mesmo tendo como sede Brasília, a Configr não se aventura no mercado governamental. "O governo não sabe comprar cloud ainda. Negociamos parcerias para atuar nesse segmento", diz Furlan. Os olhos do empreendedor brilham ao falar da iniciativa da companhia, deflagrada no ano passado, de abrir um escritório nos Estados Unidos.

"Optamos pelos EUA porque lá há uma forte demanda e os usuários sabem como contratar nuvem. Toda a nossa plataforma foi criada em inglês o que facilita muito o nosso trabalho. Nossa expectativa é criar uma carteira de clientes sólida", diz Furlan.

A Configr participou do primeiro Startup Brasil e Furlan é taxativo: 'foi uma oportunidade única. Foi fundamental para crescermos", diz. Mas houve a opção de não ir ao mercado para pedir investimentos. "Decidimos crescer com o nosso próprio investimento", explicou.

Indagado se o exército de robôs não 'rouba' a vez dos administradores de TI, Furlan assegura que não. "O homem sempre terá o papel de decidir. Os robôs fazem um trabalho braçal. Eles evitam o erro das funções repetitivas", preconiza. A crise, salienta ainda Furlan, sem querer ser clichê, é uma oportunidade. "Acreditamos que vamos manter um crescimento de três dígitos no Brasil. Ainda há muita empresa para aderir aos serviços na nuvem".



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