INTERNET

"Não fizemos o suficiente", assume o presidente do Facebook

Convergência Digital ... 09/04/2018 ... Convergência Digital

Uma comissão parlamentar do Congresso dos Estados Unidos liberou nesta segunda-feira, 09/04, o rascunho do testemunho que Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, fará na quarta-feira, 11/04, sobre o escândalo de dados dos usuários, que tiveram suas informações exploradas sem consentimento pela Cambridge Analytica para influenciar a corrida eleitoral de Donald Trump rumo à presidência norte-americana e a campanha do Brexit.

O executivo admitirá que a rede social não tem contido abusos perpetrados por meio de sua plataforma. “Está claro que não fizemos o suficiente para evitar que essas ferramentas sejam usadas também para causar danos. Isso vale para notícias falsas, interferência estrangeira em eleições e discursos de ódio, bem como desenvolvedores e privacidade de dados". Zuckberg acrescenta: “Não tivemos uma visão ampla da nossa responsabilidade, e isso foi um grande erro. Foi meu erro e sinto muito.”

Dados e eleições

O documento foi divulgado pela Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados dos EUA. Depois de ler o testemunho, Zuckerberg responderá perguntas dos parlamentares. O executivo também foi convidado a comparecer diante de uma audiência conjunta dos Comitês de Justiça e Comércio do Senado dos EUA nesta terça-feira (10).

Durante a sessão da Câmara, o CEO da companhia fará um balanço da polêmica. A Cambridge Analytica usou um dispositivo do próprio Facebook – já tirado do ar – para explorar os dados de 87 milhões de usuários da rede social.

Uma aplicação pediu autorização não só para coletar dados de quem o utilizasse, mas também dos amigos deles. Isso era permitido em 2014, época do incidente. Só que, em vez de apagar as informações após uso interno, o serviço compartilhou os dados com a Cambridge Analytica, que construiu algoritmos capazes de traçar o comportamento eleitoral de norte-americanos durante a campanha presidencial de 2016.

Zuckerberg balanceará seu discurso elencando as oportunidades em que o Facebook atendeu a pedidos de autoridades para abrir informações sobre influências externas em eleições nacionais, caso dos anúncios russos durante a campanha nos EUA, ou para impedir que interferências ocorressem, como nos pleitos de França e Alemanha, em 2017.

Nessa linha, o executivo dirá que o Facebook:

- derrubou 270 páginas e contas que eram operadas pela Agência de Pesquisa na Internet (IRA, na sigla em inglês), uma agência russa, para direcionar informações falsas a pessoas de países vizinhos, como Azerbaijão, Uzbequistão e Ucrânia;
- apagou 30 mil contas falsas para garantir a integridades das eleições na França;
-encerrou milhares de contas "ligadas a distribuidores de notícias falsas, organizados e financeiramente motivados".
- elevou o número de pessoas trabalhando em segurança para 15 mil e que ampliará a equipe para 20 mil até o fim do ano.

O CEO da Facebook vai ainda questionar os esforços da empresa em conectar mais e mais usuários. “Não basta apenas conectar pessoas, temos que garantir que essas conexões sejam positivas. Não basta só dar voz às pessoas, precisamos garantir que as pessoas não as usem para prejudicar as outras ou divulgar informações erradas. Não é o suficiente dar às pessoas o controle de suas informações. Temos que garantir que os desenvolvedores estão protegendo essas informações também.”

Fonte: portal G1


Assespro diz que Marco Civil da Internet já prevê acesso a dados de datacenters no exterior

Ao explicar a ação que move no STF ao Comitê Gestor da Internet, Assespro Nacional sustentou que em casos de pedofilia e ameaças à vida troca de informações com Judiciário é automática.

Internet Society: Empresas, não peçam desculpas. Cuidem dos nossos dados pessoais

Em carta aberta, a entidade se mostra desapontada, mas não surpresa com a violação dos dados de usuários do Facebook pela Cambridge Analytics."O que aconteceu é resultado do modelo econômico onde se colocam os interesses comerciais em primeiro lugar".

Booking, Decolar e Expedia fecham acordo com o CADE para terminar cartel de preços

Agências renunciaram à atual política de cláusula de paridade de preços e condições imposta a hotéis que ofertam acomodações em suas plataformas. Processo começou em 2016.

Justiça do Rio manda YouTube retirar 16 vídeos que difamam memória de Marielle Franco

Vídeos têm de ser retirados em 72 horas, além de multa de R$1 mil por dia em caso de descumprimento.

BNDES lança chamada para financiamento de IoT para saúde em abril

Iniciativa é a primeira resultante do Plano Nacional de Internet das Coisas. Ainda não há valores definidos para este chamamento, mas Finep tem R$ 3 bilhões para IoT.

Revista Abranet 23 . dez 2017 - jan/fev 2018
Veja a Revista Abranet nº 23 Qual é a fórmula do sucesso? Boas práticas aplicadas por corporações bem-sucedidas sugerem um caminho a seguir. Entrevista com Tadao Takahashi. Discussão sobre a lei de proteção de dados avança. E mais.
Clique aqui para ver outras edições

Acompanhe a Cobertura Especial do II Congresso Brasileiro de Internet - Abranet

Empresas da Internet pedem mais segurança jurídica

“O Marco Civil da Internet trouxe base sólida para criar parâmetros para se ter lei mínima para a Internet seguir avançando, mas, infelizmente, vemos varias iniciativas tentando modifica-lo", afirmou o presidente da Abranet, Eduardo Parajo.

Acompanhe a Cobertura Especial do II Congresso Brasileiro de Internet

  • Copyright © 2005-2018 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G