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No Brasil, IaaS fica à espera do Banco Central

Convergência Digital
Ana Paula Lobo* - 16/04/2018

O mercado brasileiro de infraestrutura de nuvem(IaaS) respondeu por 50,7% do total de negócios no segmento na América Latina em 2017, que alcançou uma receita de US$ 1,8 bilhão. Para 2022, o crescimento projetado impressiona: mais de 300%, com uma receita estimada de US$ 7.4 bi.

Em reais, o Brasil produziu uma receita de R$ 2,7 bilhões no ano passado, pontua a Frost &Sullivan. O mercado de IaaS cresceu muito e crescerá mais, em função de quatro fatores relevantes, elenca ainda a consultoria. São eles:

1.O Multicloud já é uma realidade dentro de grandes corporações e aumenta a necessidade de integração, padronização e gerenciamento desses ambientes. Para um gerenciamento eficiente, a adoção de provedores de serviços gerenciados em nuvem se torna o caminho natural.

2.O mercado de pequenas e médias empresas representa mais de 40% da receita recorrente em provedores públicos de nuvem, mas, apesar desse número ser grande, ainda está muito abaixo do potencial desse mercado.

3.A Internet das Coisas pode ser considerada muito mais do que uma tecnologia, diz a Frost & Sullivan. Ela deve ser vista como uma nova indústria porque cria um enorme ecossistema de produtos e serviços, desde a fabricação dos sensores, passando pela infraestrutura de dados, armazenamento e processamento. IoT exigirá um alto poder de computação e capacidade de armazenamento de dados apenas possíveis em ambientes de nuvem.

4.O setor financeiro investe mais em soluções tecnológicas. Expectativa é de que, ainda este ano, o Banco Central, definirá a política de segurança cibernética e estabelecerá os requisitos para a contratação de serviços de armazenamento e processamento de dados e computação em nuvem, incluindo requisitos contratuais mínimos. Com base neste regulamento, os bancos começarão a usar provedores de nuvem pública de larga escala.

*Com informações da Frost & Sullivan


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