Home - Convergência Digital
Veja mais artigos
Veja mais artigos

eSocial desafia a rotina dos Recursos Humanos

Convergência Digital - Carreira
Por Juliana Andrade* - 16/05/2018

Um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas na primeira e, agora, segunda fase de implantação do eSocial, no caso das organizações com faturamento superior a R$ 78 milhões anuais, tem sido a mudança de cultura por parte das empresas e adequação às exigências do novo sistema. Neste cenário, o maior avanço que pudemos presenciar foi um reforço na necessidade de que os documentos já devem nascer digitais.

O fato de boa parte das informações enviadas ao eSocial terem como base dados estruturados, como a folha de pagamento, tem tornado a Automação Robótica de Processos (ou RPA – Robotic Process Automation), também chamada de robotização, um dos assuntos mais comentados para facilitar a digitalização do RH e a adequação às exigências do eSocial.

Esse assunto, no entanto, tem esbarrado em uma série de obstáculos culturais, como a falta de conhecimento sobre o que pode ser robotizado. A robotização é ideal para processos que envolvam informações estruturadas, atividades repetitivas e que levam muito tempo. Na área financeira, que é uma das que avança mais rápido em termos de digitalização, não é difícil encontrar processos diários que se encaixem nesse padrão. No RH, no entanto, apesar do constante avanço dos últimos anos, as organizações ainda encontram dificuldades.

Existem vários processos que precisam ser automatizados com a implantação do eSocial, que no próximo mês vai adentrar a terceira fase de implementação e, em julho, vai ter início para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões anuais , incluindo Simples, MEIs e pessoas físicas que possuem empregados.
Hoje, exceto pelos documentos de admissão dos funcionários, a maioria dos documentos do RH, por meio do certificado digital, já podem nascer totalmente digitais.

As empresas que continuarem trabalhando com documentos em papel e criando versões digitais das informações possivelmente vão enfrentar uma série de problemas relacionados à inconsistência dos dados. Isso porque todas as informações relativas aos trabalhadores vão estar no eSocial, incluindo exames admissionais, novos empregados, demissões, entre outros.

Diante deste cenário, o sincronismo de informações vai ser essencial para evitar problemas relacionados a dados duplicados ou documentos com múltiplas versões divergentes, que vão dar ao RH um volume muito maior de trabalho para analisar as informações antes de submeter os dados de múltiplos departamentos ao sistema.

Tire proveito da robotização para agilizar processos

Um dos desafios que o eSocial trouxe ao RH é a necessidade de analisar cadastros para observar se há ou não alguma informação que destoe da atualidade. No caso das grandes empresas, com operações complexas de recursos humanos, esse tipo de tarefa é uma das que se adequa aos processos que podem tirar proveito da robotização.

Trata-se de uma atividade repetitiva e que um funcionário levaria muito tempo para realizar, além de fazê-la com uma grande possibilidade de erros. Se considerarmos o exemplo do setor financeiro, por exemplo, em que um robô pode analisar mais de 10 mil contratos em meia hora – semelhante à carga de trabalho de 12 pessoas nessa mesma quantidade de tempo – o RH também pode revisar dados de cadastros e documentos criados digitalmente com muito mais rapidez e sem erros.

A robotização também pode contribuir para a automatização das tarefas de recrutamento e seleção – algo que pode dar mais agilidade à coleta de documentos necessárias para as contratações, especialmente se a ficha de seleção do funcionário tiver as mesmas informações necessárias para o cadastramento no eSocial. É possível automatizar ainda toda a seleção de currículos, pois os robôs podem receber, salvar, validar dados usando o LinkedIn e outras fontes configuradas, e a descrição de cada candidato, com o RH entrando apenas na entrevista presencial.


*Juliana Trindade é Gerente de Projetos da Access Brasil

 

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

03/12/2018
eSocial: Empresas precisam testar aplicações no leiaute 2.5

30/11/2018
Empresas criticam governo e pedem mais prazo para aderir ao eSocial

19/11/2018
Receita orienta sobre como informar mudança de CPF no eSocial

12/11/2018
eSocial: Nova versão 2.5 do leiaute entra em operação em dezembro

06/11/2018
eSocial: Comitê Gestor muda prazo de entrada de nova guia do FGTS

24/10/2018
eSocial: Fase 2 exige atenção pelo conjunto de eventos

23/10/2018
eSocial: Comitê esclarece autorização especial para empresas do Simples

19/10/2018
eSocial: liberação do envio dos eventos de tabelas para empresas do Simples começa dia 29

11/10/2018
eSocial: Código de Acesso, sem certificação digital, possui validade de três anos

10/10/2018
eSocial: Iniciada a 2ª fase para empresas com faturamento até R$ 78 milhões

Destaques
Destaques

América Latina é um celeiro de talentos para o Open Source

"Temos recursos surpreendentemente bons", diz Paulo Bonucci, General Manager da Red Hat na América Latina. Sobre a compra pela IBM, o executivo diz que a Red Hat se uniu com quem tem o DNA para atender o mercado corporativo.

Brasil despenca 12 posições em ranking mundial de proficiência em inglês

País passou ocupar a 53ª posição - estava em 41º - em ranking com 88 países, e que avalia o nível de proficiência no idioma de aproximadamente 1,3 milhão de pessoas. Desempenho da América Latina piorou.

STF derruba TST e reafirma terceirização irrestrita

Plenário da Corte entendeu que é lícita a terceirização tanto para a atividade-meio como para a atividade-fim, mesmo nas operadoras de telecomunicações.

Economia digital exige pressa do Brasil na formação de capital humano

"O Sistema S para as TICs se faz obrigatório para acelerar a capacitação em quantidade, com qualidade”, observa o secretário-geral da Confederação Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação (ConTIC), Cesar Rômulo.

Empregos em TI dobram em 10 anos e passam de 500 mil no Brasil

O Panorama do Setor de TICs 2018, elaborado pela Assespro Nacional, em parceria com a Assespro Paraná e a Universidade Federal do Paraná avaliou o período de 2006 a 2016. São Paulo lidera com 43% dos empregos, bem à frente dos demais Estados.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Copyright © 2005-2015 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site